A arara-canindé, que se tornou popular nas redes sociais ao cumprimentar moradores de São Gabriel do Oeste, a 137 quilômetros de Campo Grande, teve uma trajetória de superação. Encontrada quase sem vida há 30 anos às margens da BR-163, a ave recebeu cuidados de uma família que a acolheu e proporcionou a recuperação necessária para que pudesse voltar à natureza.
Adriane Horn Angnes, cirurgiã-dentista e uma das responsáveis pelo resgate da ave, recorda que era criança na época em que encontrou a arara machucada durante uma viagem com os pais. Naquele período, os celulares eram raros, e as memórias eram capturadas em câmeras analógicas. Adriane e sua família levaram a ave para casa, oferecendo água e comida, além de tratar dos ferimentos. Com o tempo, a arara se recuperou e passou a viver no quintal da casa, onde se sentia à vontade para voar pela vizinhança.
A ave, que acabou sendo chamada apenas de “Arara”, carrega cicatrizes do incidente que a deixou debilitada. A família acredita que ela pode ter sido atropelada, mas não tem certeza sobre o que realmente ocorreu. Em convivência com os familiares, a arara aprendeu a repetir algumas palavras e bordões, incluindo a famosa canção “Atirei o pau no gato”.
A primeira visita da Polícia Militar Ambiental (PMA) ao local aconteceu quando Adriane ainda era criança. Ela não se recorda de muitos detalhes sobre a visita, mas sabe que a PMA acompanhou a situação sem solicitar qualquer documentação, já que a ave estava solta e bem integrada ao ambiente.
Recentemente, a arara voltou a ganhar destaque nas redes sociais após a influenciadora Amanda Corrêa publicar um vídeo em que mostra a interação da ave com os moradores. O vídeo, postado na quinta-feira (3), rapidamente viralizou, acumulando 128 mil visualizações. Amanda se aproxima da árvore onde a arara se encontra e revela que a ave é bastante conhecida na cidade por sua interação amigável com as pessoas.
No vídeo, quando Amanda se despede, a arara também responde com um sonoro “tchau”, chegando a acenar com as patas. Amanda destaca que a ave vive na região há mais de 40 anos e sugere que ela poderia ser considerada um patrimônio histórico da cidade, dada sua popularidade e o carinho que os moradores têm pela ave.
