Lydia Theresia Möcklinghoff, uma reconhecida pesquisadora e jornalista alemã, faleceu aos 45 anos em um acidente aéreo ocorrido em Campo Grande. Lydia era amplamente respeitada por seu trabalho sobre o Pantanal brasileiro, com ênfase em estudos sobre os tamanduás. Sua dedicação ao meio ambiente e à comunicação científica foi uma constante em sua trajetória profissional.
O acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (3), quando o avião de pequeno porte foi encontrado a apenas 50 metros de onde decolou. A aeronave teria explodido logo após a queda, mas as causas do acidente ainda não foram esclarecidas. O Corpo de Bombeiros iniciou as buscas logo pela manhã, e o avião foi localizado em uma área de mata.
Natural de Wilhelmshaven, na Alemanha, Lydia começou seus estudos em biologia em 2003 e aprofundou-se em ecologia tropical a partir de 2005. Seu doutorado estava relacionado ao Pantanal e envolvia uma colaboração com a Universidade Estadual de Mato Grosso. Além de seu trabalho acadêmico, Lydia produzia e apresentava o podcast “Tierisch!” e colaborava com a revista GEO, onde compartilhava sua expertise em biodiversidade e conservação.
A pesquisadora também era autora de livros, incluindo “Ich glaub mein Puma pfeift”, que utiliza um trocadilho em alemão para transmitir a importância da conservação de espécies. Outro de seus trabalhos, “Die Supernasen”, abordava a comunicação científica de forma acessível e engajadora.
Lydia dedicou muitos meses do ano estudando tamanduás-bandeira e outros mamíferos no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de expedições que a levaram a outras regiões do Brasil e até ao Panamá. Sua colaboração com o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) foi um destaque em sua carreira, onde contribuiu significativamente para o estudo e conservação dessas espécies.
Com a queda do Cessna Piper Sêneca, que aconteceu na BR-262, a tragédia se torna a primeira registrada em 2026 Em Mato Grosso do Sul. O proprietário do Aeroporto Santa Maria, Eder Correa, relatou que ouviu um barulho forte por volta das 6h30, seguido por um tremor no chão. O acidente gerou comoção e luto na comunidade científica e entre aqueles que se dedicam à preservação do meio ambiente.
