A produção industrial do Brasil registrou uma queda de 0,2% em maio em comparação com abril, encerrando uma sequência positiva que durou quatro meses. Este resultado foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (3). Este é o primeiro resultado negativo desde dezembro de 2025, quando a produção industrial teve uma diminuição de 1,9%.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a produção industrial apresentou um crescimento de 0,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor teve uma variação positiva de 0,4%. O boletim da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda indicou que o desempenho da indústria em maio foi inferior à expectativa do mercado, que era de 0,3%.
O recuo na atividade industrial foi influenciado negativamente por setores como coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que apresentaram uma queda de 6,1%. As indústrias extrativas também contribuíram para essa diminuição, registrando um recuo de 2,6%. No segmento de combustíveis, os principais fatores de impacto foram o álcool etílico e a gasolina. Na indústria extrativa, o minério de ferro, óleos brutos do petróleo e gás natural foram os responsáveis pela retração.
Além disso, a queda foi acentuada pela redução na produção de produtos alimentícios, que teve uma diminuição de 1,3%, e de têxteis, com recuo de 4,0%. Por outro lado, alguns segmentos se destacaram em crescimento, como os produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que cresceram 13,1%, veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 4,1%, e produtos químicos, com aumento de 3,1%.
Entre as quatro grandes categorias econômicas, apenas os bens de consumo duráveis apresentaram variação positiva, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis apresentaram queda de 1,3%, bens intermediários tiveram uma redução de 0,4% e bens de capital, que incluem máquinas e equipamentos, registraram um recuo de 0,2%. Os bens de consumo duráveis mostraram um crescimento de 3,6%.
