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Divisão interna no PL em MS se intensifica com pré-candidaturas ao Senado

A escolha de Capitão Contar como pré-candidato ao Senado pelo PL em Mato Grosso do Sul provoca resistência do deputado Marcos Pollon, que busca apoio de Michelle e Jair Bolsonaro para reverter a decisão.
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A definição de Capitão Contar como o segundo pré-candidato do PL ao Senado por Mato Grosso do Sul não resolveu a disputa interna na legenda. O deputado federal Marcos Pollon não reconheceu a escolha feita pela executiva nacional e acredita que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro poderá atuar junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar anular a decisão. Pollon expressou a interlocutores que confia na possibilidade de que Michelle convença Bolsonaro a intervir no caso.

A insatisfação de Pollon é reforçada por sua análise de que Jair Bolsonaro não deseja repetir o que considera um erro nas eleições municipais de 2024, quando apoiou a candidatura do deputado federal Beto Pereira à Prefeitura de Campo Grande, resultando em uma derrota. Além disso, o deputado federal planeja solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para se reunir pessoalmente com Bolsonaro, que está em prisão domiciliar em Brasília. Essa reunião visa fortalecer sua posição na disputa pela segunda vaga ao Senado.

A resistência de Pollon reflete uma divisão maior que afeta a direção nacional do PL. O impasse ganhou destaque após Michelle Bolsonaro demonstrar descontentamento com algumas decisões da cúpula da legenda, incluindo o apoio ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) para o governo do Ceará, conforme anunciado pelo senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República.

Em resposta a esses acontecimentos, Marcos Pollon afirmou que se manifestará “no momento oportuno”. Na quarta-feira, Valdemar Costa Neto confirmou oficialmente Capitão Contar como o segundo pré-candidato ao Senado em Mato Grosso do Sul, durante uma reunião em Brasília que contou com a presença de várias lideranças nacionais do partido.

Capitão Contar, por sua vez, expressou satisfação com a definição e mencionou que agora o foco será a organização da pré-campanha. Ele destacou que os próximos passos incluem o lançamento oficial de sua pré-candidatura e a convenção partidária que homologará a chapa.

O ex-governador Reinaldo Azambuja, atual presidente estadual do PL, afirmou que a escolha respeitou um acordo prévio da executiva nacional, que estabelecia a definição do segundo nome da chapa com base em pesquisas de intenção de voto. Para embasar essa decisão, o diretório estadual contratou o instituto Quaest, enquanto a direção nacional solicitou um levantamento ao Paraná Pesquisas. Os resultados mostraram um desempenho superior de Capitão Contar em comparação a Pollon, o que se alinha aos dados já apontados pela pesquisa do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) em parceria com o Correio do Estado. Dessa forma, a executiva nacional optou por manter o critério previamente acordado e oficializou Capitão Contar como companheiro de chapa de Azambuja na disputa pelas duas vagas ao Senado.