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Ataque aéreo russo em Kiev deixa ao menos 30 mortos e dezenas de feridos

Um dos maiores ataques russos à capital ucraniana desde 2022 resultou em pelo menos 30 mortes e diversas pessoas feridas. A ofensiva utilizou drones e mísseis, levando milhares a buscar abrigo.
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Na quinta-feira (2), Kiev foi alvo de um intenso ataque aéreo russo, resultando na morte de pelo menos 30 pessoas e deixando dezenas de feridos. As autoridades locais qualificaram esta ofensiva como a mais grave contra a capital ucraniana desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022. A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou um total de 496 drones e 74 mísseis entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira.

Os ataques à Ucrânia tornaram-se quase diários nos últimos quatro anos, com os alertas aéreos se tornando parte da rotina dos cidadãos. Após a descoberta de novos corpos entre os escombros, o número de mortos foi atualizado. Inicialmente, o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, havia relatado 27 mortos e 91 feridos.

Enquanto a situação se agravava, jornalistas da AFP relataram ouvir explosões por várias horas durante a noite. Em um dos bairros afetados, equipes de resgate foram vistas retirando corpos dos escombros. A resposta da população foi rápida, com muitos se dirigindo a abrigos; cerca de 52 mil pessoas, incluindo 4.500 crianças, buscaram refúgio em estações subterrâneas, o maior número registrado em anos, conforme informações do serviço de metrô de Kiev.

A residente Karina Taran, de 25 anos, compartilhou sua experiência, afirmando que nunca tinha ido a um abrigo antes e que tomou essa decisão quando os mísseis começaram a cair. “Peguei meu filho e simplesmente corri para o abrigo. Só saí na manhã seguinte”, relatou.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, prometeu uma resposta contundente e solicitou aos Estados Unidos que autorizem a produção de mísseis de defesa antiaérea Patriot para evitar ataques futuros. Zelensky denunciou que a Rússia ataca alvos civis com o objetivo de forçar a Ucrânia a abrir mão de sua soberania, afirmando que isso não acontecerá.

A resposta da Rússia foi um “ataque intenso” contra Kiev, justificado pelo Ministério da Defesa russo como uma retaliação aos supostos ataques terroristas do governo ucraniano contra infraestrutura civil. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentou que a Rússia continuará a intensificar a pressão sobre a administração de Kiev para atingir seus objetivos. Essa escalada ocorre em um momento em que as negociações mediadas pelos Estados Unidos estão estagnadas, enquanto a Ucrânia aumenta seus ataques contra a Rússia e os territórios ocupados por Moscou.