O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, realizou a inauguração do primeiro trecho da Linha 6-Laranja do Metrô nesta quinta-feira (2). A entrega antecipada, que ocorreria em outubro, foi motivada pela proximidade do prazo imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proíbe a participação de pré-candidatos em inaugurações públicas a partir deste sábado (4).
Na etapa inicial, foram abertas seis das 15 estações planejadas, que incluem João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes. Durante o período inicial, o acesso dos usuários ao metrô será gratuito. A conclusão total da linha, que conectará a Brasilândia à estação São Joaquim, está prevista para outubro de 2027.
Durante a cerimônia de inauguração, Tarcísio abordou as críticas relacionadas à aceleração das obras, que incluíram turnos noturnos para garantir a entrega no prazo. O governador também relembrou o histórico da Linha 6-Laranja, que foi prometida em 2008, mas enfrentou paralisações durante anos devido a problemas financeiros das empresas envolvidas na Operação Lava Jato.
"Veja como a corrupção pode gerar dano e prejudicar as pessoas. A Lava Jato pegou essa obra em cheio", afirmou Tarcísio, destacando a necessidade de retomar o projeto. Atualmente, a obra é conduzida pela concessionária Linha Uni, sob a liderança da empresa espanhola Acciona, com um investimento total estimado em R$ 19 bilhões.
A inauguração da Linha 6-Laranja marca o fechamento de uma semana intensa de atividades do governador na capital, que é uma região estratégica para sua base política. Recentemente, Tarcísio também entregou a última estação da primeira etapa da Linha 17-Ouro, revitalizou a Praça do Triunfo e restaurou o Estádio Ícaro de Castro Mello.
O evento contou com a presença do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, além de secretários de estado e representantes do legislativo. Tarcísio enfatizou que, apesar das restrições que o impedirão de participar de cerimônias oficiais a partir da próxima semana, o governo continuará a avançar nas entregas por meio de seus secretários. "A gestão não pode parar", concluiu.
