Na última segunda-feira (29), o Ministério das Relações Exteriores comunicou que o Brasil irá alocar US$ 100 milhões anualmente, o equivalente a R$ 517 milhões, para o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). Essa decisão será oficializada nesta terça-feira (30) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a abertura da Cúpula do Mercosul.
O Focem tem como finalidade reduzir as disparidades entre os países que fazem parte do bloco sul-americano, investindo em projetos que abrangem rodovias, ferrovias, energia, saneamento, habitação, escolas e laboratórios. Atualmente, o fundo espera receber um total de US$ 100 milhões dos países integrantes, sendo Brasil e Argentina os principais responsáveis pelo financiamento.
Conforme as diretrizes estabelecidas na criação do fundo, o Brasil assumirá 70% das contribuições, enquanto a Argentina arcará com 27%. Os 3% restantes serão cobertos pelos demais países membros do Mercosul.
Além de Brasil e Argentina, o Mercosul é composto pelo Paraguai e pelo Uruguai. A Bolívia aguarda a formalização de sua adesão ao bloco, enquanto a Venezuela se encontra suspensa devido ao não cumprimento de normas democráticas; seu retorno ainda não tem previsão definida.
Outros países, como Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname, mantêm tarifas de livre-comércio com o Mercosul, ampliando a rede de cooperação econômica na região. A decisão do Brasil de aumentar sua contribuição ao Focem pode ter um impacto significativo na integração e no desenvolvimento dos projetos em andamento no bloco sul-americano.
