O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), já delineou suas prioridades para a campanha de 2024, após a oficialização de sua chapa. A estratégia se concentra em regiões onde a avaliação interna sugere um potencial de crescimento significativo.
As zonas Leste e Sul da capital paulista são vistas como áreas prioritárias. A Zona Leste, em particular, é considerada um território em disputa, especialmente após o desempenho positivo de Pablo Marçal nas eleições municipais de 2024. Já na Zona Sul, onde o prefeito Ricardo Nunes (MDB) obteve um resultado favorável, há a expectativa de que Haddad possa ampliar sua presença.
Além de focar na capital, a campanha também planeja direcionar esforços para a Baixada Santista e Campinas. A presença do candidato a vice, Márcio França (PSB), é vista como um trunfo, dada sua trajetória política na Baixada. Integrantes da pré-campanha analisam que os dados de trackings internos e os resultados das eleições de 2022 revelam um cenário mais favorável tanto na capital quanto na região metropolitana.
Esse diagnóstico é acompanhado de perto pelo entorno do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem intensificado suas agendas nessas regiões recentemente. Informações indicam que Nunes, reconhecendo a importância do momento, chegou a cancelar uma viagem internacional para participar de eventos com Tarcísio na cidade.
Por outro lado, a situação no interior do estado apresenta um panorama distinto. Auxiliares de Haddad admitem que a campanha enfrenta desafios em uma área historicamente mais conservadora. A estratégia no interior não será centrada em grandes eventos, mas sim em uma abordagem que busca diminuir a desvantagem em relação aos adversários. Um membro da campanha expressou que o foco é “perder de menos” nesta região.
Para essa tarefa, a campanha pretende mobilizar figuras como Márcio França, o ex-vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ex-ministra Simone Tebet (PSB). A orientação é priorizar encontros com pequenos grupos e lideranças locais, promovendo um contato direto e investindo no boca a boca como forma de aumentar a visibilidade da chapa. Em municípios onde o apoio ao PT é mais limitado, até mesmo pequenas demonstrações de apoio a Haddad são consideradas vitórias pela campanha.
