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Flávio Bolsonaro se reúne com Javier Milei e prevê virada política no Brasil

Durante encontro em Buenos Aires, Flávio Bolsonaro afirmou que a ‘onda azul’ de partidos de direita chegará ao Brasil em outubro. Ele criticou o governo Lula e destacou a importância das vitórias da direita na América do Sul.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) encontrou-se nesta segunda-feira (29) com o presidente da Argentina, Javier Milei, na Quinta de Olivos, residência oficial do mandatário argentino. Flávio, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto, está em uma série de compromissos no país vizinho.

Durante a reunião, Milei expressou confiança de que a chamada ‘onda azul’ chegará ao Brasil ainda este ano, referindo-se à cor associada a partidos de direita na América do Sul. O senador brasileiro, por sua vez, comentou sobre a ascensão de partidos de direita no continente, considerando essa mudança um sinal de que a população está dizendo “basta” aos governos de esquerda.

Flávio destacou que a eleição em outubro será um marco importante, completando o mapa político da direita na América do Sul. O senador permanecerá na Argentina até amanhã e deve se encontrar novamente com Milei na noite de hoje.

No domingo (28), Flávio participou da abertura da Latin America Chairmen’s Conference em Buenos Aires, onde elogiou a liderança de Milei. Ele mencionou as recentes vitórias da direita em países como Peru e Colômbia, expressando que muitos brasileiros sentem “inveja” dos avanços dos vizinhos sul-americanos. "Enquanto nossos vizinhos escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado", afirmou ele, prevendo uma mudança significativa nas eleições de outubro.

Em sua crítica ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio afirmou que o Brasil voltará a ter uma relação mais próxima com a Argentina. Ele apontou que, enquanto Milei implementa medidas de ordem econômica, o governo brasileiro está em desordem. "A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais Irmão da Argentina do que nunca", declarou o senador.

Flávio também aproveitou a oportunidade para criticar a política externa do Brasil, especialmente no que diz respeito ao conflito na Faixa de Gaza. Ele acusou Lula de antisemitismo e prometeu, caso seja eleito, retirar as credenciais do embaixador brasileiro em Teerã e restabelecer a embaixada de Israel em Brasília. Além disso, prometeu mover a embaixada brasileira para Jerusalém até 2027.