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MEMÓRIAS de uma redação: o mistério do Diário da Serra

O Diário da Serra, um dos principais jornais de Mato Grosso do Sul, viveu momentos marcantes na história da comunicação, incluindo uma curiosa história envolvendo um vigilante e uma máquina de escrever.
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Antes da popularização dos computadores, as redações de jornais eram caracterizadas pelo barulho incessante de máquinas de escrever e telefonemas, além do movimento frenético de jornalistas e editores. No contexto das décadas de 1970, 1980 e 1990, essa realidade fez parte do cotidiano do Diário da Serra, um periódico que se destacou na história de Mato Grosso do Sul. Fundado em maio de 1968 pelos Diários Associados, sob a liderança de Assis Chateaubriand, o jornal registrou eventos significativos, como a criação do Estado em 1977. Em suas três décadas de circulação, o Diário se consolidou como uma escola de JORNALISMO, formando profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da imprensa na região.

Entretanto, a história do Diário da Serra não se resume a reportagens e fatos históricos. Ao longo dos anos, a redação também foi palco de episódios que se tornaram parte do folclore do jornal, sendo um dos mais conhecidos o relato sobre um vigilante em uma NOITE silenciosa, onde uma máquina de escrever parecia ganhar vida própria. Essa narrativa ilustra a atmosfera peculiar que permeava o ambiente de trabalho dos jornalistas na época.

Durante o período em que essa história ocorreu, o Diário da Serra enfrentava uma intensa concorrência com o Correio do Estado. Essa rivalidade era amplamente reconhecida entre jornalistas, leitores e fontes. Para a equipe, conseguir uma informação exclusiva era sinônimo de prestígio, e a busca pelo furo jornalístico se tornava uma rotina diária. O orgulho de ver uma reportagem na capa do jornal seguinte e a curiosidade em relação à cobertura do concorrente eram elementos que impulsionavam a qualidade das produções jornalísticas.

Além disso, as redações estavam sempre em busca de novas abordagens e entrevistas exclusivas, o que ajudou a elevar o nível da cobertura oferecida ao público. Embora a tecnologia gráfica estivesse em evolução, a produção de textos ainda dependia, em grande parte, das tradicionais máquinas de escrever. O som das teclas era uma marca registrada do ambiente de trabalho, e a redação, em dias movimentados, era um verdadeiro espetáculo sonoro.

Com o avanço da tecnologia e a digitalização dos arquivos, as MEMÓRIAS do Diário da Serra agora são acessíveis para futuras gerações. Ao explorarem essas reportagens, os novos leitores poderão entender melhor a história de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. Embora registros sobre fantasmas possam não estar presentes nas páginas digitalizadas, certamente encontrarão relatos do cotidiano de um jornal que teve um papel fundamental na construção da identidade do Estado.

O TELEX, sigla para Teleprinter Exchange Service, foi um sistema de comunicação global que permitiu a transmissão de mensagens de texto entre máquinas de escrever conectadas por linhas telegráficas ou telefônicas. Criado na década de 1930, esse sistema facilitou a troca de informações em tempo real e foi essencial para a comunicação corporativa internacional até ser substituído pelo fax na década de 1980 e, posteriormente, pelo e-mail e internet.