Um novo experimento arqueológico mostra que as imensas estátuas da Ilha de Páscoa, no Chile –conhecidas como Moai –, não eram arrastadas por troncos de madeira, como se acreditou por décadas. As rochas megalíticas realmente “caminhavam” em pé, movidas com o auxílio de cordas e equilíbrio.
O processo engenhoso confirma relatos preservados pelos Rapa Nui, antigos habitantes da ilha. Por muitos anos, os arqueólogos tentaram entender como as 887 estátuas de Moai saíram das pedreiras e foram parar nas plataformas cerimoniais, espalhadas por toda a Ilha de Páscoa.
As obras foram esculpidas em rochas megalíticas entre os anos de 1250 e 1500 pelo povo Rapa Nui. O período é marcado pela engenharia pré-industrial, tornando o transporte das estátuas um desafio, mesmo que houvesse o uso de animais ou rodas.
Porém, um estudo conduzido pelos arqueólogos Carl Lipo e Terry Hunt, da Universidade Binghamton e da Universidade Estadual de Nova York, parece ter descoberto respostas concretas sobre como os indígenas transportavam as estátuas da Ilha de Páscoa. A pesquisa foi publicada na revista científica Journal of Archaeological Science.
