Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou que o banqueiro DANIEL Vordaro arcou com despesas luxuosas de viagens e hospedagens para o senador Ciro NOGUEIRA (PP-PI), totalizando mais de R$ 200 mil. Os dados foram apresentados em uma representação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os benefícios, destacam-se viagens internacionais em jatos particulares e hospedagens em hotéis de alto padrão em cidades como Paris, Nova Iorque, Lisboa e COURCHEVEL, uma famosa estação de esqui nos Alpes Franceses.
Em Nova Iorque, o banqueiro pagou uma suíte Royal no renomado HOTEL Park Hyatt, cujo custo foi de US$ 47.779,80, equivalente a aproximadamente R$ 244 mil. Além disso, VORCARO também custeou um evento em Portugal que pode ter alcançado R$ 91.280,59. Em COURCHEVEL, ele garantiu a estadia do senador e de sua esposa no exclusivo “Chalet do Alberto Leite”, organizando ainda detalhes sobre vestuário e calçados adequados para esqui.
De acordo com a documentação, DANIEL Vordaro solicitou ao contato conhecido como “SEBASTIEN COURCHEVEL” que preparasse um quarto e realizasse o translado de Ciro NOGUEIRA e FLÁVIA ROBERTA ROSALEN, informando que ambos seriam hóspedes no chalet. O banqueiro também forneceu informações pessoais para a aquisição de vestuário apropriado, incluindo altura e numeração de calçados.
Os gastos cobriam ainda refeições em restaurantes de prestígio, como um jantar no famoso restaurante italiano GIGI, em Paris, que custou USD 1.981,12, além de despesas em estabelecimentos Em COURCHEVEL, como La Soucoupe e Le Tremplin. Em uma conversa datada de 23/01/2025, Vordaro questionou um associado sobre a continuidade dos pagamentos, recebendo uma confirmação positiva.
A investigação apontou que Ciro NOGUEIRA utilizou imóveis pertencentes a DANIEL Vordaro para fins pessoais, tratando os locais como se fossem de sua propriedade. O relatório da PF sugere que esse comportamento é um indicativo de recebimento de vantagem indevida por parte do senador.
Adicionalmente, a PF observou que o banqueiro fornecia uma quantia mensal ao parlamentar, variando entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além das viagens e refeições luxuosas. O senador teria também utilizado sua posição para beneficiar o banqueiro, especialmente através da “Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023”, conhecida como “emenda Master”. O conteúdo dessa emenda foi elaborado por assessores ligados ao Banco Master, como evidenciado por comunicações obtidas em um celular apreendido, além de comparações entre minutas privadas e o texto protocolado no Senado Federal.
