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Irmã de Sicário ameaça expor documentos e prejudicar família de banqueiro

Joana Machado de Moraes Mourão, irmã de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão, ameaçou vazar informações que poderiam comprometer a família de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após dificuldades financeiras.
Foto: Luiz Phillipi Mourão, o Sicário de Daniel Vorcaro Divulgação / PM-MG
Foto: Luiz Phillipi Mourão, o Sicário de Daniel Vorcaro Divulgação / PM-MG

Joana Machado de Moraes Mourão, irmã de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou "Sicário", emitiu ameaças de expor documentos que poderiam comprometer a família de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A situação se agravou após a morte de Felipe, ocorrida sob custódia da Polícia Federal (PF) em março deste ano. Joana obteve arquivos relevantes ao analisar a conta do iCloud de seu irmão falecido, revelando informações que ela descreveu como "coisa demais".

Enfrentando sérias dificuldades financeiras, incluindo contas negativas e o risco iminente de perder sua casa, Joana expressou sua frustração em relação à família Vorcaro, alegando abandono emocional. Ela mencionou que os membros da família, especialmente Henrique e Daniel Vorcaro, não demonstraram apoio durante o velório de Felipe e a acusou de serem responsáveis pela morte de seu irmão.

Com o intuito de pressionar a família Vorcaro, Joana passou a fazer ameaças diretas, assegurando que possuía material suficiente para "acabar com a família inteira". Ela afirmou que sua intenção era arruinar possíveis acordos de delação premiada dos integrantes do grupo e colocar Henrique Vorcaro atrás das grades. Além disso, Joana enviou informações sobre a organização a Manoel Mendes Rodrigues, operador financeiro, ameaçando vazar o esquema para a imprensa.

Para controlar a situação e evitar que Joana colaborasse com as investigações da PF, Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “Manolo”, e Keysom, primo de Joana, buscaram apaziguar as tensões. Eles organizaram reuniões presenciais, como um encontro realizado em 28 de abril de 2026, para discutir a transferência de contratos e ativos financeiros que pertenciam a Felipe Mourão para o nome de Joana e sua mãe, Denise.

Como parte das negociações para garantir o silêncio de Joana, a organização planejava utilizar a empresa JM Consultoria e Participações Imobiliária Ltda., da qual Joana é sócia-administradora, para realizar repasses financeiros e estabelecer contratos que supostamente seriam de fachada. Essas manobras visam proteger a integridade da família Vorcaro diante das ameaças feitas por Joana, que se sente traída e abandonada após a morte do irmão.