O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) divulgou, na última terça-feira (16), um mapa que identifica áreas prioritárias para a realização de queima prescrita no Pantanal. Ao todo, 97 fazendas localizadas no município de Corumbá, a 428 km de Campo Grande, estão incluídas nesta lista. Em comparação com o ano de 2025, houve uma significativa diminuição de 66% no número de propriedades rurais, que antes somavam 286.
A queima prescrita é uma técnica utilizada para diminuir a quantidade de material combustível nas áreas afetadas e, assim, prevenir incêndios florestais de grandes proporções. A adoção dessa técnica está respaldada pelo decreto que declara Estado de Emergência Ambiental, que possui validade de 180 dias em Mato Grosso do Sul. Essa medida foi necessária devido às condições climáticas que propiciam a propagação descontrolada de focos de incêndio.
Uma nota técnica do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) ressalta que a situação no Pantanal é alarmante, especialmente em função da diminuição da umidade do solo e da vegetação. Esses fatores aumentam consideravelmente a chance de incêndios florestais tanto em ocorrência quanto em propagação. O Cemtec também aponta que a previsão climática para o período de Junho a Agosto de 2026 sugere temperaturas superiores à média histórica, além de irregularidades nas chuvas, o que tende a agravar as condições de seca e elevar o risco de incêndio.
Em junho, o governo estadual já havia declarado a situação de emergência ambiental como uma estratégia para aprimorar o planejamento para lidar com possíveis eventos climáticos extremos. De acordo com o Cemtec, os principais efeitos esperados incluem aumento de períodos de calor, maior evaporação e diminuição da umidade do solo, além de irregularidades na distribuição das chuvas. Também se prevê a possibilidade de veranicos durante a estação chuvosa, o que pode impactar negativamente os recursos hídricos e o setor energético, aumentando o risco de incêndios florestais.
Os efeitos do fenômeno El Niño devem se intensificar a partir do final do inverno e durante a primavera de 2026, conforme indicam os modelos climáticos. Nesse contexto, a antecipação e a adoção de medidas preventivas se tornam essenciais para mitigar os impactos adversos que podem surgir durante esse período crítico.
