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Projeções de Inflação sobem pela 14ª semana consecutiva, aponta Boletim Focus

O mercado financeiro atualizou a expectativa de inflação para os próximos anos, elevando as projeções tanto para 2026 quanto para 2027. Enquanto isso, o crescimento do Produto Interno Bruto também sofreu ajuste positivo, embora ainda abaixo das previsões do Banco Central.
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O mercado financeiro aumentou a previsão de inflação para 2026, passando de 5,11% para 5,30%. Essa informação foi divulgada no Boletim Focus do Banco Central (BC) nesta segunda-feira (15), o que representa mais uma elevação nas estimativas, totalizando 14 semanas consecutivas de aumento. Ao considerar apenas as 104 estimativas atualizadas recentemente, a mediana subiu de 5,17% para 5,35%.

Em relação à inflação de 2027, a expectativa passou de 4,03% para 4,10%, com uma mudança em comparação ao mês anterior, quando a previsão era de 4,00%. Quando observadas as 104 projeções mais recentes, a mediana também subiu, indo de 4,00% para 4,20%.

O foco para a inflação em 2028 foi alterado, subindo de 3,65% para 3,68%, mantendo-se, porém, estável em 3,50% para 2029, sendo essa a 41ª semana consecutiva sem mudanças nesse último ano. Essas projeções do mercado continuam superando as expectativas do Banco Central, que, conforme a revisão das previsões do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de abril, estima uma inflação de 4,6% para 2026 e 3,5% para 2027.

A meta de inflação, a partir de 2025, foi estabelecida de forma contínua, levando em consideração o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ultrapassar esse intervalo por seis meses consecutivos, será considerado que o BC não atingiu seu objetivo.

No que diz respeito à taxa de câmbio, o dólar apresentou queda frente ao real, operando a R$ 5,03 no início da manhã desta segunda-feira (15). Essa desvalorização ocorreu em meio ao otimismo global pela assinatura de um acordo provisório entre EUA e Irã, embora a volatilidade tenha aumentado com a queda acentuada do preço do petróleo, que teve uma redução de quase 5%.

As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro também foram atualizadas. A mediana para 2026 subiu de 1,91% para 1,96%, em comparação ao mês anterior, que era de 1,85%. Entre as 70 projeções mais recentes, a estimativa intermediária foi ligeiramente alterada, indo de 1,98% para 1,99%. O crescimento projetado supera a expectativa do Banco Central, que apontou 1,6% no Relatório de Política Monetária (RPM) do trimestre inicial do ano, enquanto o Ministério da Fazenda espera um aumento de 2,33%.