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Problemas mecânicos em Ônibus do Consórcio Guaicurus afetam o tráfego na Avenida Júlio

Um Ônibus do Consórcio Guaicurus apresentou falhas mecânicas na Avenida Júlio de Castilho, complicando o trânsito na região. A situação ocorre em meio a debates sobre a qualidade do transporte coletivo em Campo Grande.
Ônibus estragado na Avenida Júlio de Castilho (Foto: Leitor Midiamax)
Ônibus estragado na Avenida Júlio de Castilho (Foto: Leitor Midiamax)

Um Ônibus do Consórcio Guaicurus apresentou problemas mecânicos na Avenida Júlio de Castilho, em Campo Grande, causando transtornos no tráfego. O veículo ficou parado na via logo após o cruzamento com a Avenida Duque de Caxias, próximo à Praça da Cabeça de Boi. Motoristas relataram dificuldades na fluidez do trânsito no local, evidenciando os impactos da falha mecânica.

O Consórcio Guaicurus tem sido alvo de críticas em relação ao transporte público da cidade. Recentemente, uma comissão especial da Prefeitura de Campo Grande decidiu pela intervenção no contrato de concessão do transporte coletivo, após a empresa reconhecer falhas apontadas em auditoria. A concessionária defendeu que a solução para os problemas seria um aumento de recursos públicos.

Em nota, o grupo que detém o contrato bilionário reiterou a necessidade de uma tarifa técnica de R$ 7,79, que atualmente está em disputa judicial. O documento destaca o descompasso entre a tarifa técnica, que representa o custo real do serviço, e a tarifa pública paga pelos usuários, além da falta de subsídios para custear gratuidades estabelecidas por lei. Este ano, a concessionária deve receber cerca de R$ 70 milhões da Prefeitura.

O relatório que fundamentou a intervenção destacou problemas críticos, como as mais de 15 mil ocorrências de atrasos nas linhas e o aumento no índice de reprovação nas inspeções de segurança veicular, que subiu de 5,4% em 2020 para 18,6% em 2025. Esses dados evidenciam a fragilidade do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus.

A prefeita Adriane Lopes, do PP, criticou a solicitação de mais recursos por parte da empresa. Em sua fala, questionou o que a concessionária está fazendo em relação à sua parte do acordo, lembrando que há 235 ônibus que precisam ser trocados. "Como posso aportar mais recursos se o tratado com o Poder Público está comprometido?", indagou.

Adriane Lopes enfatizou a necessidade de melhorias no serviço de transporte público. "Como podemos investir mais se não há benefícios para a população? A situação dos 235 ônibus não se deteriorou da noite para o dia; foram anos sem investimentos, e a Prefeitura tem cobrado isso", afirmou.