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Professores de Campo Grande buscam acordo para implementação de reajuste salarial

Na manhã desta segunda-feira (15), representantes da Rede Municipal de Ensino se reuniram com a prefeita Adriane Lopes para discutir o reajuste de 5,4% previsto pela Lei do Piso Nacional. A proposta ainda depende da definição sobre a origem dos recursos necessários para o pagamento.
Presidente ACP Giovani Bronzoni — Foto: Presidente ACP Giovani Bronzoni (Léo de
Presidente ACP Giovani Bronzoni — Foto: Presidente ACP Giovani Bronzoni (Léo de

Representantes dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) se reuniram na manhã desta segunda-feira (15) com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, para discutir a implementação do reajuste salarial de 5,4% previsto pela Lei do Piso Nacional do Magistério. O percentual foi garantido pela prefeitura na última sexta-feira (12), mas a concretização do pagamento depende da definição da origem dos recursos.

O encontro acontece após uma paralisação realizada na semana passada, que mobilizou centenas de educadores em frente ao Paço Municipal, resultando na suspensão das aulas em toda a Rede Municipal. Aproximadamente 112 mil alunos e 8,5 mil professores foram afetados pela interrupção.

Antes do início da reunião, o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Gilvano Bronzoni, expressou otimismo em relação ao diálogo com a administração municipal. Ele ressaltou a expectativa de obter uma resposta positiva durante a reunião e destacou que o repasse já havia sido acordado em encontros anteriores.

O vereador Wilson Lands, que preside a Comissão Permanente de Educação da Câmara Municipal, explicou que a reunião marca o começo da apresentação de alternativas por parte da prefeitura para viabilizar o reajuste. Lands mencionou que a administração municipal estava disposta a abrir os números e esclarecer de onde virão os recursos para o incremento.

Representando a ACP, participaram da reunião Gilvano Bronzoni, o secretário-geral Renato Pires de Paula e a secretária social e cultural, Sueleid de Souza Benevides Cabreira. Na reunião anterior, a prefeitura já havia apresentado dados financeiros, ressaltando que a educação possui um financiamento próprio e regras específicas para a remuneração dos profissionais do magistério.

Após a conversa com a prefeita, os educadores se reunirão novamente nesta segunda-feira, às 18h, em assembleia geral na sede da ACP. O objetivo é avaliar o documento que deverá ser enviado pela prefeitura e decidir os próximos passos da mobilização. Bronzoni afirmou que, embora a prefeita tenha concordado verbalmente com as propostas apresentadas, é necessário que isso seja oficializado por meio de um documento.