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Tragédia em Campo Grande: homem é morto após colisão de veículos

Um homem de 40 anos foi assassinado com um tiro no rosto após uma batida de carro em Campo Grande. O suspeito fugiu e o caso está sob investigação pela Polícia Civil. Imagens de câmeras de segurança mostram o desespero de testemunhas.
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Imagens capturadas por câmeras de segurança revelam a agonia de uma testemunha, supostamente a ex-esposa de Renato Bravo da Cruz, de 40 anos, que foi assassinado com um tiro na madrugada deste domingo (14) no Bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande. O incidente ocorreu após Renato colidir na traseira do veículo do suspeito, identificado como Claudio Barros de Araujo, também de 40 anos.

A gravação mostra várias pessoas na conveniência próxima, que se afastam rapidamente do local do crime, algumas se protegendo com as mãos enquanto observam a cena. Uma mulher vestindo um vestido marrom aparece visivelmente abalada, recebendo consolo de um grupo ao seu redor. Cintia Souza da Silva, esposa de Renato, foi localizada, mas se declarou incapaz de comentar sobre o ocorrido.

O veículo do suspeito, um Ford Versailles, permaneceu estacionado em frente à conveniência, apresentando sinais de depredação. Os vidros do carro estavam quebrados e uma pedra repousava sobre o para-brisa trincado. O boletim de ocorrência indica que Renato e Cintia estavam no local consumindo bebidas antes de decidirem ir embora. Ao dar partida em seu GM Celta, Renato colidiu no Versailles estacionado.

Após a colisão, Claudio desceu do seu carro e se aproximou do veículo de Renato, disparando uma arma que atingiu o olho esquerdo da vítima. Mesmo após tentar sair do carro, Renato caiu ao solo. O socorro foi acionado, mas a morte foi confirmada no local pelo médico da Polícia Militar. O autor do disparo fugiu imediatamente, sem deixar rastros.

A cena gerou revolta entre os presentes, que começaram a depredar o Ford Versailles deixado pelo suspeito. A Polícia Civil e a perícia técnica realizaram a coleta de um projétil no local. As câmeras de segurança da conveniência registraram o crime, mas a proprietária não tinha a senha para acessar os arquivos originais, o que levou à gravação temporária das imagens com um celular.

O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e está em andamento sob investigação pela Polícia Civil.