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Campo Grande e Aracaju lideram inflação em maio com alta de 1,31%

Dados do IPCA mostram que Campo Grande e Aracaju apresentaram a maior inflação do País em maio, com variação de 1,31%. O Índice Nacional ficou em 0,58%, refletindo pressões nos preços de alimentos e combustíveis.
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Os dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que Campo Grande e Aracaju estão empatadas na liderança da inflação em maio, ambas com uma variação de 1,31%. O Índice Nacional registrou uma taxa de 0,58%, apresentando uma queda de 0,09 ponto percentual em relação ao mês anterior, que foi de 0,67%. No acumulado do ano, a inflação já atinge 3,20%, enquanto nos últimos doze meses, o índice é de 4,72%.

Entre os principais responsáveis pela inflação, o grupo de alimentação e bebidas se destacou, apresentando uma alta de 1,33%, o que contribuiu com 0,29 ponto percentual para a taxa geral. Os produtos que mais impactaram nesse grupo foram a batata-inglesa, que teve um aumento de 44,69%, o tomate com 20,62% e a cebola, que subiu 16,80%. Além disso, as carnes também apresentaram um aumento de 1,39%.

Historicamente, Campo Grande enfrentou pressões inflacionárias devido ao aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis, que impactaram diretamente a vida dos consumidores locais. A alta no preço da batata-inglesa, assim como o aumento da gasolina e do óleo diesel, influenciaram a inflação na cidade. Vale lembrar que, em 2025, Campo Grande deteve a menor inflação do País, mas a partir de 2026, a situação começou a mudar, com o índice voltando a subir após três meses consecutivos de deflação no ano anterior.

Em maio, a inflação em Campo Grande foi de 1,31%, um aumento significativo em relação ao 1,02% registrado em abril. O IPCA de maio de 2025 havia sido de apenas 0,13%, enquanto o acumulado do ano até agora é de 3,95%. Os dados mostram que a inflação nos últimos doze meses impactou fortemente o grupo de alimentação e bebidas, que subiu 2,09%, sendo influenciado principalmente pelo aumento dos preços nas refeições em domicílio, que incluem itens essenciais para a população.

Os preços de produtos como tomate (22,61%), batata-inglesa (60,25%), cebola (29,37%), costela (2,16%) e contrafilé (3,21%) foram apontados como os maiores vilões desse aumento. Em contrapartida, houve uma queda nos preços de outros itens, como a banana d’água/nanica (-11,09%), café moído (-2,99%) e ovos de galinha (-5,8%).

Outro fator que contribuiu para a alta da inflação em Campo Grande foi o aumento da energia elétrica residencial, que teve um impacto de 3,67% a nível nacional e, na capital do MS, resultou em uma alta de 13,56%. Esse aumento é significativo, considerando que desde 24 de abril, já estava em vigor o impacto da energia elétrica no IPCA local. O IBGE destacou que Campo Grande apresentou a maior alta nesse subitem em comparação com outras capitais e regiões metropolitanas da pesquisa.