A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, do PP, conseguiu na Justiça uma medida protetiva contra Bruno Ortiz Barbosa, que se apresenta como 'fiscalizador' e pré-candidato para as eleições de 2026. A decisão foi proferida pelo Plantão Judicial da Comarca de Campo Grande no dia 10 de junho, após um pedido do Ministério Público Estadual.
O juiz Marcio Alexandre Wust, responsável pela decisão, mencionou que as provas apresentadas indicam a ocorrência de violência doméstica e familiar contra a prefeita, o que justificou a concessão das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Dentre as restrições impostas, Bruno Ortiz está proibido de se aproximar de Adriane Lopes, de seus familiares e de testemunhas, devendo manter uma distância mínima de 100 metros.
Além disso, a medida proíbe qualquer tipo de contato entre as partes, seja por telefone, mensagens ou e-mail. Bruno Ortiz também não poderá frequentar a Prefeitura de Campo Grande nem participar de eventos públicos onde a prefeita esteja presente. O juiz alertou que o descumprimento dessa medida poderá resultar em prisão preventiva.
Em declarações ao Campo Grande News, Adriane Lopes relatou que vem enfrentando perseguições nos últimos dois anos, com a situação se agravando recentemente. A prefeita afirmou que é alvo de ataques constantes, incluindo vídeos e difamações, e que sua mãe desenvolveu síndrome do pânico devido à recorrência de drones sobrevoando sua residência.
Adriane destacou que os episódios de intimidação começaram durante o período eleitoral e se tornaram mais intensos nos últimos anos. A prefeita admite que hesitou em buscar medidas legais, acreditando que os ataques eram parte da disputa política, mas decidiu agir judicialmente ao perceber que as agressões afetavam sua vida pessoal e familiar. O uso de drones para registrar imagens de sua casa foi um dos principais fatores que motivaram o pedido de proteção.
Na decisão, o juiz enfatizou a necessidade de prevenir danos graves e de difícil reparação, estabelecendo que as restrições permanecerão em vigor até a conclusão do processo criminal principal.
