A União Europeia decidiu multar a rede social X, de Elon Musk, em cerca de US$ 140 milhões por supostas violações da Lei de Serviços Digitais. A punição teve como base questionamentos feitos pela Comissão Europeia em julho de 2024, quando autoridades acusaram a empresa de associar o selo azul a uma “ideia de credibilidade sem comprovação”, de “não detalhar adequadamente a veiculação de anúncios pagos” e de “descumprir exigências de compartilhamento de dados com pesquisadores”.
A sanção provocou reação política imediata em Washington e deu força o discurso da direita mais nacionalista americana contra a União Europeia. Integrantes do governo do presidente Donald Trump também classificaram a medida como uma tentativa de impor censura a uma empresa americana e de estender a regulação europeia para além de suas fronteiras.
A direita americana defende que a União Europeia, principalmente a Comissão Europeia, tem concentrado poder em instituições “supranacionais” sem mandato democrático direto, reduzindo a soberania dos Estados-membros e afastando decisões estratégicas do controle dos eleitores. A crítica atual da direita americana é também compartilhada por líderes e partidos conservadores europeus, que acusam Bruxelas de interferir em temas internos sensíveis, como imigração, política energética e regulação da informação.
A direita americana também critica a União Europeia por criar um mecanismo de controle de conteúdo com potencial efeito extraterritorial, capaz de impactar cidadãos e empresas fora do território europeu, ou seja, cidadãos americanos. Além disso, a crítica da direita americana à União Europeia também tem um componente econômico direto, com pesquisas indicando que cidadãos nos Estados Unidos veem as normas ambientais, sociais e de governança adotadas pelo bloco como um obstáculo à competitividade das empresas americanas e um fator de aumento de custos.
