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Inquérito sobre a morte do menino Ryan é arquivado pela Justiça

O inquérito que investigava a morte do menino Ryan da Silva Andrade Santos, atingido por disparo policial em ação em Santos, foi arquivado por não haver culpa do policial. O Ministério Público abriu um novo procedimento para continuar as investigações.
Ryan da Silva Andrade Santos foi morto aos quatro anos. (Foto: Reprodução/Redes)
Ryan da Silva Andrade Santos foi morto aos quatro anos. (Foto: Reprodução/Redes)

A Justiça decidiu pelo arquivamento do inquérito que investigava as circunstâncias em que Ryan da Silva Andrade Santos, de apenas 4 anos, foi morto durante um confronto entre policiais e suspeitos em Santos, litoral de São Paulo. O menino foi atingido por uma bala perdida em 2024, enquanto brincava próximo a sua casa no Morro São Bento. A investigação concluiu que não seria possível atribuir culpa ao policial militar envolvido, que não teria agido com imprudência durante a ação.

Ryan foi atingido por um disparo de calibre 12 durante a troca de tiros entre os policiais e dois adolescentes que estavam em uma moto. Um dos jovens, Gregory Ribeiro Vasconcelos, de 17 anos, foi morto no tiroteio, enquanto o outro, de 15 anos, ficou ferido. Segundo a perícia, o projétil que atingiu a criança estava amassado, indicando que ricocheteou antes de atingi-lo, tornando difícil prever o impacto.

O relatório da Polícia Civil, embasado em laudo balístico, concluiu que os agentes policiais agiram em legítima defesa, uma vez que os suspeitos estavam armados e dispararam contra a polícia. Diante dessas informações, a promotoria criminal decidiu não apresentar denúncia contra os policiais, mas reconheceu a necessidade de novas investigações sobre a morte de Ryan.

No IPM (Inquérito Policial Militar) relacionado ao caso, levantou-se a possibilidade de crime doloso. Contudo, por se tratar de uma morte de um civil, esse inquérito não prosseguiu. Em resposta à situação, o MP instaurou um PIC (Procedimento Investigatório Criminal) para que as investigações sejam conduzidas por sua própria equipe.

Ryan foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Santos após ser baleado na barriga, onde passou por cirurgia, mas não sobreviveu. O laudo necroscópico registrou a causa da morte como hemorragia aguda resultante de ferimentos provocados por arma de fogo. O projeto que atingiu o menino permaneceu sob a pele, evidenciado pela análise do IML.

Durante as investigações, sete policiais militares foram interrogados, incluindo o agente responsável pelo disparo que feriu Ryan. Os policiais alegaram que enfrentaram um ataque de cerca de dez indivíduos, entre eles os adolescentes, que também atiraram. Na ação, uma arma de revólver calibre 38 foi apreendida.