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Dr. Jairinho é condenado a 43 anos por assassinato de Henry Borel; Monique Medeiros recebe

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi sentenciado a 43 anos de prisão pela morte de seu enteado, Henry Borel. Monique Medeiros, mãe da criança, obteve perdão judicial, mas foi condenada por omissão.
Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros. (Foto: PCRJ/Divulgação)
Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros. (Foto: PCRJ/Divulgação)

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos de prisão pela morte de seu enteado Henry Borel, ocorrida no Rio de Janeiro. A sentença foi proferida durante a madrugada desta quinta-feira (4), após um julgamento que teve início no dia 25 de março de 2026.

Henry, que tinha apenas 4 anos, faleceu em 8 de março de 2021. Tanto Jairinho quanto Monique Medeiros, mãe do menino, foram detidos em abril do mesmo ano. Monique conseguiu a liberdade provisória em março de 2026, mas foi novamente presa em abril após uma nova decisão judicial.

Durante o julgamento, Jairinho foi sentenciado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no concurso do processo. O Conselho de Sentença, por sua vez, desclassificou a acusação de homicídio doloso contra Monique, optando por reconhecer a negligência em sua conduta, resultando na condenação por homicídio culposo.

Monique Medeiros recebeu perdão judicial em relação ao assassinato, mas foi sentenciada a um ano e quatro meses de prisão por omissão em relação à tortura que seu filho sofreu. A juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pela decisão, destacou a vulnerabilidade extrema de Henry e criticou a personalidade de Jairinho, enfatizando seu comportamento enganoso e dissimulado.

A juíza também comentou sobre a reação social desproporcional enfrentada por Monique nos últimos cinco anos, levantando questões de gênero em sua análise. Elizabeth observou que, se a situação fosse invertida, com o pai sendo o réu, a reação da sociedade e do sistema judicial poderia ser diferente.

Durante os oito primeiros dias do processo, foram ouvidas diversas testemunhas, incluindo peritos, policiais e familiares. Os interrogatórios de Jairinho e Monique ocorreram na última terça-feira (2).