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Lula aguarda explicações de Trump sobre tarifas impostas aos produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está esperando um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, para esclarecer a proposta de tarifas sobre produtos do Brasil, que pode chegar a 25%.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, declarou nesta terça-feira (2) que está aguardando um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo é esclarecer a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que sugere a imposição de uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de que o Brasil adota práticas que prejudicam o comércio norte-americano.

A proposta dos EUA inclui uma investigação sobre diversos temas, como o sistema de pagamentos Pix, questões de propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. As medidas devem ser implementadas até o dia 15 de julho, após uma audiência agendada para o dia 6 de julho.

Durante a sua fala, Lula enfatizou que espera uma explicação de Trump, mencionando que ambos haviam acordado um período de 30 dias para que seus negociadores trabalhassem nas propostas apresentadas. "Eu estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência. Nós dois combinamos 30 dias, até 15 de julho, para termos uma resposta sobre o que nós propusemos", afirmou o presidente.

Lula também destacou que apresentou a Trump propostas relacionadas a minerais críticos e terras raras, além de discutir o combate ao crime organizado e a possibilidade de ampliar as relações comerciais entre os dois países. "Trump, é o seguinte, cara: você disse que pintou uma química entre nós. Quem anunciou isso não foi você nem eu. Você me deu uma reunião e eu dei uma reunião para você, porque nós demos 30 dias para os nossos negociadores conversarem", ressaltou.

As declarações de Lula foram feitas durante a cerimônia de inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão (HU-UFCAT), em Goiás. O evento contou com a presença de ministros como Alexandre Padilha (Saúde), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da República) e Leonardo Barchini (Educação).

Em seu discurso, o presidente reforçou que o Brasil aprendeu a se posicionar com dignidade no cenário internacional, sem se considerar superior ou inferior a outros países. Ele afirmou que nunca se submeterá a pressões, deixando claro que não busca conflitos com os Estados Unidos, mas sim estabelecer relações baseadas em paz e respeito.