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Julgamento de jovem que agrediu criminoso por caso de abuso infantil começa em Campo Grande

Gilson Vinícius Nunes da Silva, réu de 25 anos, enfrenta julgamento por agredir Marcos Wilian Teixeira Timóteo, que foi condenado por estuprar e matar uma criança de 6 anos. O caso ocorreu em 2019 e o julgamento está marcado para esta quarta-feira (3).
Foto: Marcos Willian Teixeira Timóteo morreu durante troca de tiros após sequest
Foto: Marcos Willian Teixeira Timóteo morreu durante troca de tiros após sequest

Gilson Vinícius Nunes da Silva, de 25 anos, está prestes a ser julgado nesta quarta-feira (3) em Campo Grande por agredir Marcos Wilian Teixeira Timóteo. As agressões ocorreram em abril de 2019, quando ambos estavam sob medidas socioeducativas. Marcos, que tinha apenas 14 anos na época, foi posteriormente morto em um confronto com a Polícia Militar em 2025, após ser acusado de sequestrar, estuprar e matar Emanuelly Victória de Souza, de 6 anos.

No dia 21 de abril de 2019, Gilson, então com 18 anos, e outros dois menores mordaçaram Marcos e o agrediram fisicamente, desferindo socos, chutes e golpes com objetos. A denúncia do Ministério Público Estadual aponta que o trio também asfixiou Marcos, queimou partes de seu corpo e forçou a ingestão de medicamentos misturados com água sanitária. Durante as agressões, a vítima chegou a desmaiar e foi socorrida por agentes de segurança socioeducativa, sendo encaminhada para atendimento médico.

O motivo declarado por Gilson para a agressão foi o fato de que Marcos estava internado por ter estuprado um bebê de 1 ano. O julgamento de Gilson ocorrerá no contexto da 2ª Vara do Tribunal do Júri, sob a supervisão do juiz Aluizio Pereira dos Santos, e está agendado para começar às 8 horas.

Anos depois, em 28 de agosto de 2025, Marcos Wilian Teixeira Timóteo foi morto durante uma troca de tiros com policiais do Grupo de Operações e Investigações (GOI). Ele havia sequestrado, estuprado e assassinado a menina Emanuelly. O corpo da criança foi encontrado em uma banheira dentro da casa de Marcos, que era amigo da família e prestava serviços ao padrasto dela.

Após o crime, Marcos foi localizado na região conhecida como Inferninho, onde trocou tiros com os policiais. Mesmo sendo socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida, ele não sobreviveu aos ferimentos. Marcos era considerado um criminoso de alta periculosidade, com passagens anteriores por outros dois casos de estupro de vulneráveis, envolvendo uma adolescente de 14 anos e um bebê de um ano.