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Flávio Bolsonaro descarta nomeação de Eduardo como chanceler em possível governo

Em entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que seu irmão, Eduardo, não será chanceler em sua gestão, mas terá voz em assuntos de política externa. Ele destacou a relevância de Eduardo nas relações internacionais.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) abordou, em entrevista ao Jornal da Itatiaia nesta terça-feira (2), a relação com seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), e a possibilidade de um cargo em um futuro governo, caso vença as eleições presidenciais. Ao ser questionado sobre rumores de que Eduardo poderia assumir o Ministério das Relações Exteriores, Flávio negou essa possibilidade, enfatizando que não há qualquer definição nesse sentido.

"Todo mundo que fala que o Eduardo vai ser o chanceler do Flávio tá mentindo", afirmou o senador, deixando claro que, apesar da negativa, seu irmão ocupará um papel importante em sua administração. Flávio destacou a influência que Eduardo exerce em questões de política externa, reconhecendo sua atuação e relevância em temas de geopolítica e relações internacionais.

Na entrevista, Flávio elogiou a dedicação de Eduardo em defender o Brasil, mencionando o custo pessoal que ele tem enfrentado como exilado político nos Estados Unidos. O senador ressaltou que a construção de relações diplomáticas, especialmente com o mundo árabe e os Estados Unidos, depende muito das construções pessoais realizadas pelos representantes do Brasil, um aspecto que Eduardo tem desenvolvido ao longo de sua trajetória.

Flávio também comentou sobre o impacto que a produção de um filme sobre a presidência de Jair Bolsonaro teria se realizado no Brasil, insinuando que a retaliação política poderia ser severa. Em sua visão, o trabalho de Eduardo fora do Brasil, particularmente em um filme americano, foi uma escolha estratégica para evitar perseguições políticas.

Embora Flávio tenha negado um compromisso formal com a nomeação de Eduardo como chanceler, ele reconheceu a importância de ouvir o irmão em assuntos de política externa. "Não tenho esse compromisso com ele, ele nunca me pediu isso. Mas não tenha dúvida que o Eduardo é uma pessoa importantíssima pra ser ouvida", destacou o senador, enfatizando a capacidade do irmão em compreender a dinâmica geopolítica.

Flávio concluiu afirmando que Eduardo continuará a ser uma figura relevante dentro do contexto político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele é alguém preparado e que entende bem as nuances do jogo da geopolítica. Essa declaração reflete a continuidade da influência familiar nos rumos políticos do Brasil, principalmente em um cenário de eleições acirradas.