ANUNCIE AQUI TOPO

Impasse nas eleições da Fecomércio leva sindicatos a exigir suspensão do pleito

Após a realização das eleições da Fecomércio-MS, um impasse foi gerado com a solicitação de três sindicatos para a suspensão do resultado. A Chapa 2, liderada por Juliano Wertheimer, venceu a Chapa 1, mas a situação permanece indefinida devido a votos sub judice.
6a1f038f289c3

As eleições da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), ocorridas em 12 de maio, estão envoltas em polêmica após a vitória da Chapa 2, liderada por Juliano Wertheimer. A chapa conquistou a preferência por 8 votos a 7, em uma disputa acirrada contra a Chapa 1, comandada por Edison Araújo, que está à frente da federação há 16 anos. De acordo com a nota divulgada pela Fecomércio, a posse de Wertheimer, marcada para 16 de junho, está suspensa devido à contestação de votos sub judice.

O impasse se intensificou após três sindicatos apresentarem um pedido de suspensão do pleito, alegando irregularidades na participação. Os sindicatos envolvidos são o Sindicfc/MS (Sindicato dos Centros de Formação de Condutores), o Sindiconstru/MS (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção de Campo Grande) e o Sindha/MS (Sindicato de Hotéis, Bares e Similares). As alegações incluem questões como ausência de filiação regular, inadimplência, CNPJ inativo e dupla filiação, que podem comprometer a validade dos votos.

Ademar Chagas, advogado que representa os sindicatos que pedem a suspensão, explicou que os três sindicatos votaram por meio de medidas liminares, permitindo sua participação no processo eleitoral. No entanto, ele destacou que essa participação não foi discutida pela chapa concorrente nem pela comissão eleitoral, uma vez que foi determinada judicialmente. Chagas afirmou que a defesa busca uma tutela judicial para suspender as eleições e manter a diretoria atual até que todas as questões sejam resolvidas.

Wertheimer, presidente do Sindha, defendeu sua regularidade na filiação, que teria sido estabelecida em dezembro de 2022. Ele ressaltou que todo o processo eleitoral foi conduzido sob a supervisão da própria Fecomércio, sem interferência das chapas concorrentes na nomeação da comissão eleitoral. "A eleição foi conduzida pela federação, a nomeação da comissão eleitoral foi exclusiva da presidência", afirmou.

O presidente da Chapa 2 também contestou a questão dos votos sub judice, alegando que quem está nessa condição vota apartado, e que a decisão judicial permitiu a igualdade de votos. Ele criticou o pedido de anulação da eleição e a prorrogação do mandato da diretoria atual, enfatizando que não é admissível anular um pleito que foi legitimamente disputado.

O cenário atual levanta preocupações sobre a governança da Fecomércio e a legitimidade do processo eleitoral. A situação continua em desenvolvimento, com a expectativa de que as medidas judiciais apresentadas pelos sindicatos sejam analisadas em breve, podendo impactar a estrutura de liderança da federação nos próximos anos.