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PT responsabiliza família Bolsonaro por tarifas impostas pelos EUA

O Partido dos Trabalhadores atribuiu a nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos às exportações brasileiras a uma possível ação da família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, nega as acusações e afirma ter solicitado a não aplicação das tarifas ao presidente Donald Trump.
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O Partido dos Trabalhadores (PT) responsabilizou a família Bolsonaro pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, anúncio feito na noite de segunda-feira (1º). O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, sugeriu que a intervenção do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) teria influenciado essa decisão. Em resposta, Flávio Bolsonaro negou as alegações e afirmou que fez um pedido ao presidente Donald Trump para que o Brasil não fosse tarifado.

Em suas declarações, Éden Valadares destacou que Flávio Bolsonaro, na semana anterior, havia manifestado apoio à interferência dos EUA em questões de Segurança Pública no Brasil. O dirigente petista questionou até onde a família Bolsonaro estaria disposta a agir contra os interesses do país em favor de seus próprios objetivos. "Até onde a família Bolsonaro é capaz de agir contra o Brasil para atender seus próprios interesses?", indagou Valadares.

O encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump ocorreu na Casa Branca, onde o senador esteve acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e do jornalista Paulo Figueiredo. Durante a reunião, Flávio solicitou a inclusão de facções criminosas brasileiras na lista de grupos terroristas dos EUA.

Valadares criticou a postura da família Bolsonaro, afirmando que suas ações visam interesses pessoais, especialmente em um cenário eleitoral que se aproxima. "As eleições 2026 colocam o país nessa encruzilhada. Flávio Bolsonaro quer a Presidência para livrar sua família da Justiça e entregar o Brasil aos EUA. Lula representa a auto-determinação do povo brasileiro e nossa soberania", afirmou.

O novo tarifaço dos EUA foi anunciado após uma investigação que começou em julho de 2025, a pedido de Donald Trump, e que analisou práticas comerciais do Brasil consideradas prejudiciais aos interesses americanos. Essa investigação foi realizada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, uma ferramenta que permite ao governo dos EUA contestar práticas consideradas injustas por outros países.

Entre as práticas mencionadas na investigação estão questões relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento instantâneo como o Pix, desmatamento ilegal e a falta de medidas contra corrupção. Embora a nova tarifa de 25% atinja uma variedade de produtos, itens como carne bovina, café, terras raras e aeronaves não serão afetados, e a aplicação da tarifa está prevista para entrar em vigor no dia 15 de julho.