O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República pelo PL, manifestou descrença em relação à possibilidade de uma chapa única entre Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) para as próximas eleições. A ideia foi levantada publicamente por ambos os ex-governadores na última semana, mas Flávio acredita que a diversidade de campanhas é mais benéfica.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Flávio enfatizou seu apoio às candidaturas de Zema e Caiado, afirmando que é crucial que mais campanhas sejam feitas para expor o que considera um desgoverno sob Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu fui um dos que incentivei tanto a candidatura do Zema quanto a do Caiado. Quanto mais campanhas tivermos mostrando a verdade sobre isso, alertando o povo brasileiro", declarou.
Apesar de seu apoio a ambas as candidaturas, Flávio espera que Zema e Caiado possam se unir contra o governo atual. Com as dificuldades enfrentadas para se aproximar de Flávio nas pesquisas, tanto Zema quanto Caiado têm cogitado a possibilidade de uma chapa única como uma alternativa viável para a direita nas eleições.
Na quarta-feira (27), Ronaldo Caiado mencionou durante uma entrevista à Rádio Nova Difusora que teve conversas sobre essa possibilidade. Ele reconheceu que, atualmente, as candidaturas de Flávio e Lula possuem uma vantagem significativa nas pesquisas. "Nesse momento, as duas candidaturas (Flávio e Lula) estão numa posição, temos humildade de reconhecer, bem acima de nós", afirmou Caiado.
Por sua vez, Zema também deixou a porta aberta para essa união, mas ressaltou que uma definição sobre a chapa só deverá ocorrer na data limite para o lançamento das candidaturas. As discussões em torno da chapa única refletem a urgência da direita em se consolidar como uma alternativa competitiva nas eleições.
As recentes pesquisas realizadas pelo Instituto Real Time Big Data, divulgadas nesta segunda-feira (1º), indicam que tanto Zema quanto Caiado enfrentam desafios para ganhar espaço no cenário eleitoral. Caiado aparece empatado com Renan Santos (Missão) com 6% das intenções de voto, enquanto Zema obteve apenas 4%.
