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Vereador Lórens Nogueira defende recebimento de R$ 5,6 mil em dinheiro vivo como normal

Durante sessão na Câmara Municipal, Lórens Nogueira afirmou que vídeo em que aparece recebendo quantia em espécie é uma situação comum e não ilícita. O parlamentar está sob investigação por suspeitas de rachadinha e peculato.
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O Vereador de Curitiba, Lórens Nogueira, do PP, se manifestou nesta segunda-feira (1º) sobre um vídeo em que aparece recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo, afirmando que a situação é "absolutamente normal". Ele está sendo investigado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) em relação a suspeitas de rachadinha e peculato.

A declaração do parlamentar ocorreu durante uma sessão na Câmara Municipal, onde ele se referiu ao vídeo como uma simples transação financeira entre pessoas que possuem um vínculo de confiança. "Entendo que numa primeira leitura causa estranheza, é natural. As imagens mostram uma transação financeira entre pessoas que se conhecem e mantêm relação de confiança há muitos anos. Esse tipo de situação entre pessoas com esse histórico é absolutamente normal e não configura ilícito", afirmou Lórens.

O vereador também mencionou que o contexto da situação será esclarecido no momento apropriado perante as autoridades competentes. Nos últimos dias, Lórens optou por não se manifestar publicamente, argumentando que sua decisão tinha como objetivo proteger seus familiares e servidores do gabinete. "Nos últimos dias optei pelo silêncio. Não por covardia nem por falta do que dizer. Fiz isso para proteger a minha família, que nada tem a ver com essa investigação", declarou.

Além disso, Lórens Nogueira relatou ter recebido ameaças que afetaram a segurança de seus familiares. O MPPR, na condução das investigações, revelou que a maior quantia em dinheiro foi encontrada na residência do vereador, totalizando R$ 70 mil em espécie. Outros valores significativos foram apreendidos, como R$ 13.526 e R$ 8.130, que estavam em envelopes dentro de uma mochila.

A operação também impactou pessoas próximas a Lórens. Em um veículo utilizado por um assessor, a equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) localizou R$ 500 em um envelope e R$ 2.500 escondidos atrás do banco traseiro. Na residência dos sogros do vereador, foram apreendidos R$ 15,5 mil, além de mais R$ 8 mil em outro endereço relacionado a uma assessora.

Em meio a essas investigações, Lórens Nogueira solicitou afastamento da presidência do Conselho de Ética da Câmara Municipal, cargo que foi assumido pelo vereador Hernani. A Justiça também analisou um pedido de prisão contra o parlamentar, porém a solicitação foi negada.