A Equipe Engenharia, encarregada das obras de pavimentação no bairro Jardim Itamaracá, em Campo Grande, recebeu um aditivo de aproximadamente R$466 mil apenas três meses após a assinatura do contrato com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). O valor do contrato, que já havia sido reduzido durante a concorrência, agora ultrapassa a casa dos 20 milhões de reais.
De acordo com o extrato do primeiro termo aditivo, publicado no Diário Oficial Eletrônico (DOE) do Mato Grosso do Sul no dia 28, o montante de R$466.091,09 foi acrescentado ao acordo, que visa a execução de serviços de infraestrutura urbana na região do Itamaracá. As obras incluem a pavimentação asfáltica e a drenagem de águas pluviais na área, situada no bairro Bandeira na Cidade Morena.
Com o aditivo, o valor total do contrato passou de R$19.914.884,8 para R$20.380.975,96. Esse aumento ocorre após a celebração do acordo entre Luiz Fernando Grijó, representante da Equipe Engenharia, e Rudi Fiorese, que na época ocupava a chefia da Agesul. A demissão de Fiorese ocorreu em meio a escândalos relacionados a desvios de recursos destinados à manutenção de ruas em Campo Grande.
A terceira cláusula do contrato estabelece que a revisão, reajuste ou repactuação dos preços pode ser realizada para manter o equilíbrio econômico-financeiro, desde que sejam apresentados documentos que comprovem essa necessidade, conforme as diretrizes da Nova Lei de Licitações (lei n. 14.133/2021).
O prazo para a conclusão das obras contratadas é de aproximadamente dois anos, ou seja, 720 dias consecutivos. É importante ressaltar que a concorrência que resultou neste contrato foi marcada por um dos maiores deságios na Agesul nos últimos doze meses, uma vez que os descontos em licitações para construção de asfalto costumam ficar em torno de 1% do valor máximo estipulado pela administração pública.
Historicamente, a Equipe Engenharia já havia se destacado em outros contratos, incluindo um valor de R$32,1 milhões para a pavimentação da rodovia MS-460 em Maracaju, que também resultou em um aditivo de R$3,4 milhões. Embora tenha conquistado contratos significativos, a empresa enfrentou críticas em relação à qualidade de suas obras, como no caso de uma calçada com acessibilidade que foi considerada irregular.
