O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta terça-feira (26) sua total confiança no compromisso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca acabar com a escala 6×1. Motta afirmou que está empenhado para que a Câmara finalize seu trabalho e acredita na sensibilidade de Alcolumbre em priorizar essa questão, considerada vital para a sociedade.
"Tenho trabalhado para que a Câmara dos Deputados conclua o seu trabalho. A Câmara concluindo, eu não tenho a menor dúvida da sensibilidade e do compromisso do presidente Davi (Alcolumbre) com essa agenda que é tão importante para a sociedade brasileira", afirmou Motta, sublinhando a boa relação que mantém com o presidente do Senado.
Apesar de sua confiança, Motta negou a existência de um calendário previamente acordado entre a Câmara e o Senado para a aprovação da PEC. Ele esclareceu que o que está em andamento é o cumprimento do cronograma definido pela comissão especial encarregada de discutir a proposta.
Na última segunda-feira (25), o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) apresentou o relatório referente às duas PECs que visam abolir a escala 6×1. O documento, que foi entregue à comissão especial, propõe uma carga semanal máxima de 40 horas, sem redução salarial, e estabelece um período de transição de 14 meses para a implementação da nova jornada de trabalho.
A votação na comissão especial está agendada para esta quarta-feira (27), com a expectativa de que a proposta avance para votação em plenário na quinta-feira (28). Para que a proposta siga para o Senado, são necessários 308 votos favoráveis Na Câmara, em dois turnos.
Entretanto, representantes de setores produtivos de São Paulo estão tentando influenciar Alcolumbre para atrasar a aprovação da PEC. Liderados por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os empresários expressaram preocupações com os possíveis impactos negativos da redução da jornada de trabalho.
