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Ex-Funcionário do setor de obras solicita liberdade após prisão na Operação Buraco sem Fim

Erik Antônio Valadão Ferreira, ex-fiscal da Sisep, busca Habeas Corpus após ser preso em operação que investiga fraudes em serviços de tapa-buracos em Campo Grande. Outros envolvidos seguem detidos.
Agente do Gaeco recolhe malote com documentos na Sisep. — Foto: Agente do Gaeco
Agente do Gaeco recolhe malote com documentos na Sisep. — Foto: Agente do Gaeco

Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, ex-fiscal da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), está em busca de liberdade após ser preso em 12 de maio de 2026 durante a Operação Buraco Sem Fim. Ele apresentou um pedido de Habeas Corpus, tentando reverter sua situação. Até o momento, apenas Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, conhecido como 'Peteca', sócio oculto da Construtora Rial, conseguiu deixar a prisão, sendo monitorado por tornozeleira devido à sua idade.

Ainda permanecem detidos o ex-secretário de obras, Rudi Fiorese, o ex-superintendente de obras, Mehdi Talayeh, o ex-chefe do tapa-buraco, Edivaldo Aquino Pereira, o ex-servidor Fernando de Souza Oliveira e o filho de Peteca, Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa. Recentemente, a Justiça negou um pedido liminar para a soltura de Rudi, Mehdi e Edivaldo.

As investigações realizadas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) revelaram que Erik atuava como auxiliar de medição, sendo responsável por registrar medições falsas ou superfaturadas, favorecendo a Construtora Rial. Ele operava sob as ordens de Mehdi, que estava subordinado a Rudi.

A Operação Buraco Sem Fim foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) com o objetivo de desmantelar um esquema de fraude envolvendo serviços de tapa-buracos. A ação resultou em sete prisões e dez mandados de busca e apreensão em Campo Grande, revelando a existência de uma organização criminosa que manipulava medições e realizava pagamentos indevidos.

As apurações indicaram que entre os anos de 2018 e 2025, a Construtora Rial acumulou contratos e aditivos que totalizam R$ 113.702.491,02. Os promotores descobriram que os pagamentos realizados não correspondiam aos serviços efetivamente prestados, o que gerou desvio de dinheiro público e comprometeu a qualidade das vias públicas municipais.