ANUNCIE AQUI TOPO

Comemorações em Corumbá marcam a assinatura da Lei Áurea

A SOCIEDADE Abolicionista Corumbaense convida a população para um ato em homenagem à extinção da escravidão no Brasil, com festividades programadas para o dia 22 de maio de 1888. O evento inclui uma caminhada até a Câmara Municipal e a entrega de objetos beneficentes.
Foto: 22 de maio
Foto: 22 de maio

No dia 22 de maio de 1888, a SOCIEDADE Abolicionista Corumbaense organizou um ato de celebração em comemoração à assinatura da Lei Áurea, que pôs fim à escravidão no Brasil. O evento foi convocado por meio de um anúncio que convidava todos os abolicionistas e a população de Corumbá a participar das festividades. O vice-presidente da SOCIEDADE, Luiz Esteves, foi destacado como anfitrião do evento, que estava programado para ocorrer na chegada de um paquete com a notícia oficial da sanção da lei, marcada para às seis horas da tarde.

O PROGRAMA das comemorações incluía uma série de atividades significativas. A primeira delas seria uma caminhada da casa do vice-presidente até a Câmara Municipal, onde o arquivo da SOCIEDADE seria entregue, juntamente com objetos arrecadados por senhoras de Montevidéu, que foram destinados à casa de caridade local. Essa ação simbolizava a união dos abolicionistas em prol da liberdade e do bem-estar da comunidade.

Após a entrega na Câmara, a festividade seguiria com uma marcha pelas ruas da cidade, passando pelas residências do Juiz de Direito, do coronel comandante da Fronteira, do Juiz Municipal e do consulado. O encerramento dos festejos estava previsto para ocorrer após a passagem por todas as ruas de Corumbá, marcando a conclusão da missão da SOCIEDADE Abolicionista Corumbaense.

O paquete que trouxe a notícia da sanção da Lei Áurea chegou a Corumbá no dia 27 de maio, um momento que selou a luta dos abolicionistas e representou uma nova era para a SOCIEDADE brasileira.

Além das comemorações, o contexto HISTÓRICO da época é enriquecido por obras literárias como o ROMANCE de Sergio Cruz, que explora a história de um garimpeiro fugitivo em busca de um diamante encontrado em Rochedo, uma localidade que hoje faz parte de Mato Grosso do Sul. A narrativa, que mistura ficção e história, se desdobra em cenários que vão da África do Sul até Cuiabá, culminando em 1993. O livro está disponível exclusivamente em formato e-book.