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Augusto Cury evita polêmicas sobre Flávio Bolsonaro em evento político

Durante coletiva Em Campo Grande, Augusto Cury abordou a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, sem aprofundar nas acusações. Ele enfatizou a importância da investigação de corrupção e propôs uma nova abordagem política.
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O escritor e pré-candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), esteve presente Em Campo Grande, onde participou de um evento político e concedeu uma coletiva de imprensa. Durante a ocasião, ele foi questionado sobre os áudios vazados que revelam uma relação próxima entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, figura central no caso Master. Cury, no entanto, optou por não aprofundar na polêmica, afirmando que sua intenção não é ganhar popularidade à custa de escândalos alheios.

Na Câmara Municipal, Cury participou da posse do deputado estadual Lídio Lopes como presidente do partido em Mato Grosso do Sul. Ao lado de Lídio e da prefeita Adriane Lopes (PP), o pré-candidato fez declarações sobre a necessidade de investigar e punir atos que indiquem corrupção. "Em primeiro lugar, todo ato que expressa qualquer tipo de possibilidade de corrupção tem de ser investigado e punido. Mas eu não tenho juízo de valor para fazer, porque eu não presto todos os elementos que constituem aquele hábito. Nós podemos falar de coisas muito mais sérias", destacou.

Cury expressou sua visão sobre a política atual, manifestando descontentamento com os líderes políticos do momento, independentemente de suas orientações ideológicas. Ele enfatizou que tanto a direita quanto a esquerda são essenciais para a democracia e não deveriam ser usadas como base para a hostilidade entre grupos. "Meu objetivo é fazer uma política totalmente diferente do que tem sido feito neste período. Estou profundamente triste com os últimos líderes políticos", afirmou o escritor.

Esta é a primeira experiência de Augusto Cury na política, até então reconhecido por suas obras na psiquiatria e na literatura, com cerca de 40 milhões de livros vendidos em 70 países. Ele se posicionou como um potencial líder político, propondo a colaboração de profissionais de diversas áreas, incluindo universidades e a iniciativa privada, para elaborar um projeto que atenda às necessidades do Brasil.

Cury também se comprometeu a garantir a segurança de sua governança, enfatizando sua trajetória de 40 anos sem envolvimento em escândalos. "Cada um responde pelos seus atos. O que eu quero deixar claro é que as pessoas vão ter segurança da minha governança", declarou o pré-candidato.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), que é aliado de Flávio Bolsonaro, também comentou a situação envolvendo o senador e o banqueiro. Riedel ressaltou que é responsabilidade de Flávio esclarecer as informações contidas nos áudios vazados. Ele ainda mencionou que a questão gerou uma "guerra de narrativas", sugerindo que a atenção deve ser direcionada aos fatos em si, não apenas às interpretações que deles podem surgir.