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Conflito na Cabeceira do Apa: a Primeira Batalha da Coluna Prestes

Em 14 de maio de 1925, ocorreu o primeiro embate entre a Coluna Prestes e as forças do Exército na Cabeceira do Apa. O ataque, liderado pelos coronéis Siqueira Campos e João Alberto, resultou em intensos combates e captura de soldados.
Siqueira Campos, comandante rebelde no combate do Apa — Foto: Siqueira Campos, c
Siqueira Campos, comandante rebelde no combate do Apa — Foto: Siqueira Campos, c

No dia 14 de maio de 1925, a Coluna Prestes, composta por cerca de 300 homens sob o comando dos coronéis Siqueira Campos e João Alberto, iniciou um ataque contra tropas do Exército lideradas pelo coronel Bertoldo Klinger na Cabeceira do Apa. Este evento marcou o primeiro confronto entre os rebeldes e as forças legais do país.

O relatório do coronel Malan D’Angrogne, que registrou o combate, descreve que ao amanhecer, dois regimentos rebeldes atacaram as posições na Cabeceira do Apa. Durante a ação, um pelotão da 5ª Companhia do III/3º Regimento de Infantaria foi rapidamente cercado, resultando na captura de um tenente. Contudo, o intenso fogo de metralhadoras fez com que os rebeldes fossem repelidos e perseguidos pelo 50º Regimento de Cavalaria.

No dia seguinte, os rebeldes, que haviam sido substituídos ou reforçados, tentaram renovar o ataque. No entanto, foram surpreendidos por uma ofensiva violenta, que os forçou a abandonar quatro homens que haviam sido capturados anteriormente, além de debandarem em fuga, atingindo uma distância de mais de cinco léguas até a localidade de Estrela.

O embate na Cabeceira do Apa não apenas simboliza a resistência da Coluna Prestes, mas também se insere em um contexto mais amplo de uma série de conflitos que marcaram a história militar do Brasil durante a década de 1920. A Coluna Prestes, formada por militares descontentes com o governo da época, buscava a reforma política e social no país.

Em outra perspectiva histórica, o jornalista Sergio Cruz lançou um ROMANCE que entrelaça ficção e realidade, abordando a vida de um repórter do Rio de Janeiro em busca de um garimpeiro fugitivo, cuja narrativa se passa em locais como o GARIMPO de Rochedo, no Sul do antigo Mato Grosso, e se estende até 1993, em Cuiabá. O livro, que mistura elementos históricos e ficcionais, está disponível exclusivamente em formato e-book.