O Parlamento Europeu aprovou medidas de proteção reforçada para os agricultores do bloco, com o objetivo de limitar o impacto do acordo de livre comércio com os países do Mercosul. As medidas de salvaguarda estabelecem um acompanhamento do impacto em produtos sensíveis como carne bovina, aves e açúcar, além de uma possível reintrodução de tarifas em caso de desestabilização do mercado.
Essas medidas protegerão empresas locais do setor agroalimentar contra oscilações repentinas nas importações ou nos preços. Deputados europeus e Estados-membros correm para finalizar o acordo com o bloco do Mercosul antes de uma possível cerimônia de assinatura no próximo sábado.
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No entanto, a cláusula de salvaguarda não deverá ser suficiente para obter a aprovação da França, que solicitou o adiamento da assinatura do acordo até o início do próximo ano. A Itália, cujo apoio é crucial, ainda não sinalizou uma posição final, mas já declarou anteriormente que um acordo com proteções agrícolas suficientes poderia funcionar.
O acordo com o Mercosul é uma tentativa de criar um mercado integrado de 780 milhões de consumidores, impulsionando o combalido setor manufatureiro da UE e proporcionando à Europa acesso mais fácil à vasta indústria agrícola do Mercosul. Se o acordo fracassar, a perda econômica atingiria com mais força os países do Mercosul, dado que os ganhos potenciais do pacto são maiores para o bloco sul-americano.