Banco Central mantém cautela e chance de corte de juros em janeiro está mais distante

Banco Central mantém cautela e chance de corte de juros em janeiro está mais distante

O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil reconhece que a atividade econômica está esfriando gradativamente e que a inflação tem surpreendido positivamente, mas não se mostrou muito aberto à possibilidade de iniciar um ciclo de cortes na Selic já em janeiro. A manutenção da cautela está relacionada à continuidade de pressões na demanda.

Para Caio Megale, economista-chefe da XP, o BC fez um comunicado do tipo “ainda não é hora de baixar a guarda”, embora tenha reconhecido que a atividade econômica está arrefecendo A ata indica a necessidade de manter a taxa Selic nos níveis atuais por mais tempo, de modo a reforçar o processo de desinflação em curso.

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O economista-chefe da XP destaca que o Copom segue avaliando o ambiente externo como “incerto”, ainda que no cenário interno tenha comentado uma percepção de redução no crescimento do consumo das famílias. Além disso, a visão do BC é que o mercado de trabalho permanece “em patamar bastante apertado”, apesar de alguns sinais de moderação.

Outros economistas, como Rafaela Vitoria, do Inter, e Felipe Tavares, da BGC Liquidez, também concordam que o corte de juros em janeiro parece menos provável e dependerá de uma mudança de visão do Comitê. O Goldman Sachs analisa que o Copom mostrou que está encorajado com o desenrolar do cenário base, mas avalia que ainda é cedo para uma “volta de vitória”.