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Eduardo Bolsonaro pode ser condenado por coação em processo no STF

A Procuradoria-Geral da República solicita ao STF a condenação de Eduardo Bolsonaro por coação. O ex-deputado é acusado de intimidar ministros por meio de sanções internacionais. A defesa nega as acusações e pede a rejeição da denúncia.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda-feira (11) para que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro seja condenado pelo crime de coação no curso do processo. A PGR argumenta que Eduardo atuou intencionalmente para intimidar ministros do STF, utilizando sanções internacionais do governo dos Estados Unidos como estratégia.

Além da condenação, o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, requer que o STF estabeleça um valor mínimo para a reparação dos danos causados ao Brasil. De acordo com a acusação, as ações de Eduardo resultaram em prejuízos econômicos e institucionais significativos para o país.

Entre os exemplos citados por Gonet, estão a imposição de tarifas de 50% sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos, que Eduardo chamou de “tarifa Moraes”, além da suspensão de vistos americanos a ministros do STF e sanções direcionadas a Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, do Departamento do Tesouro dos EUA.

O procurador afirmou que a intenção de Eduardo era criar um ambiente de instabilidade e medo, afetando autoridades brasileiras com a possibilidade de represálias estrangeiras e gerando na população a noção de um país isolado e descreditado.

Gonet também mencionou que Eduardo utilizou sua influência política e contatos nos Estados Unidos para pressionar o STF e tentar interferir em investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, com o intuito de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.

A configuração do crime de coação no curso do processo depende da finalidade de “favorecimento de interesse próprio ou alheio”, algo que, segundo a PGR, está evidenciado nas provas reunidas, muitas das quais foram produzidas pelo próprio Eduardo. O procurador destacou que o objetivo era sobrepor os interesses da família Bolsonaro às normas do devido processo legal.