A chegada do frio em Campo Grande traz um movimento intenso às lojas, especialmente entre mães que buscam roupas novas para os filhos. O sul-mato-grossense não está habituado a temperaturas mais baixas e, com o termômetro indicando queda significativa, a busca por agasalhos se intensifica. As crianças, que crescem rapidamente, necessitam de novas peças quase todos os anos, o que aumenta a preocupação dos pais.
No dia 11, diversas mães se dirigiram ao Centro de Campo Grande em busca de pijamas, blusas, calças e acessórios que possam aquecer os pequenos durante os dias frios. Alessandra Cardoso, de 43 anos, é uma delas e se preocupa em garantir que sua filha, Alana, de 6 anos, tenha pijamas adequados para usar em casa. Para Alessandra, mesmo com um armário cheio, a necessidade de renovação é constante: "[Criança] perde [roupa] muito rápido e a gente já tem que trocar anualmente, porque você compra e no ano que vem já tá outro tamanho, aí tem que comprar novamente. E ela tem bastante roupa, mas agora o negócio dela são os pijamas", explica.
Outra mãe, Eliane Lima, de 44 anos, também aproveitou a manhã para comprar roupas para seu filho de 9 anos. Eliane, assim como Alessandra, busca opções mais acessíveis, ciente de que novas compras serão necessárias no próximo ano. "Criança cresce e vai perdendo. As roupas do ano passado já estão pequenas, então tem que comprar, é assim todo ano", afirma.
As lojas do Centro de Campo Grande perceberam esse comportamento dos consumidores e adaptaram suas estratégias para atender à demanda por roupas infantis. Ana Cláudia, gerente de uma loja, relatou que o movimento já havia aumentado no fim de semana, impulsionado pela chegada da frente fria e pela proximidade do Dia das Mães. Muitos clientes aproveitaram a ocasião para adquirir agasalhos como presente.
"Dia das Mães foi muito bom pra gente, o frio ajudou bastante, vendemos bastante roupa de frio. Já estávamos preparados para esse frio, estamos recebendo estoque há muito tempo. Aqui temos roupas de todos os tamanhos, tanto criança quanto adulto, masculino e feminino. Também temos bastante promoção de roupas infantis, porque as crianças são as que mais perdem roupas nesta época", conclui Ana Cláudia.
