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Cinemas brasileiros brilham em premiação internacional com o Agente Secreto e Apocalipse

O Agente Secreto e Apocalipse nos Trópicos se destacam na 13ª edição dos Prêmios Platinos, realizada em Cáncun, com diversas conquistas para o cinema brasileiro, incluindo Melhor Filme e Melhor Documentário.
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O cinema brasileiro foi novamente reconhecido em uma premiação internacional, com destaque para O Agente Secreto, que conquistou quatro Prêmios Platinos na noite de sábado (9), durante uma cerimônia realizada em Cáncun, no México. O filme Apocalipse nos Trópicos, dirigido por Petra Costa, também foi premiado como Melhor Documentário na 13ª edição do evento, considerado um dos mais importantes do setor audiovisual ibero-americano. A premiação celebra séries e filmes da América Latina, Portugal e Espanha.

O longa de Kleber Mendonça, O Agente Secreto, arrecadou quatro Prêmios Platinos, incluindo Melhor Filme, Roteiro, Diretor e Ator, sendo a primeira vez que um brasileiro é laureado nessa categoria. Em 2025, Fernanda Torres foi eleita Melhor Atriz por sua atuação em Ainda Estou Aqui, que já havia sido o grande vencedor do ano anterior. A produção já contava com outros quatro Prêmios Platinos em seu histórico.

No filme O Agente Secreto, Wagner Moura interpreta Armando, um professor universitário que enfrenta a perseguição da ditadura militar e precisa fugir de São Paulo para Recife, adotando uma nova identidade. Ambientado na década de 1970, a obra incorpora elementos da cultura pernambucana, como a lenda da perna cabeluda e a Banda de Pífanos de Caruaru, refletindo a riqueza cultural da região. Ao receber a estatueta, Kleber Mendonça expressou sua gratidão pela oportunidade de contar histórias em um contexto de desinformação, enfatizando a importância do cinema como um meio de narrativas profundas e significativas.

O ator Wagner Moura, que não pôde comparecer à cerimônia devido a compromissos em uma produção na Espanha, teve um discurso de agradecimento lido por Mendonça, no qual celebrou a valorização da cinematografia brasileira e a interação com amigos e talentos do setor. Apocalipse nos Trópicos, por sua vez, venceu a categoria de Documentário, superando concorrentes do Paraguai e da Espanha, e aborda o governo de Jair Bolsonaro, a tentativa de golpe de Estado em 2023 e a influência da fé evangélica na política brasileira. O produtor Brunno Pacini destacou que os documentários têm o poder de transformar traumas em memórias e agradeceu a todos os envolvidos na produção.

Além disso, a série brasileira Beleza Fatal, que se assemelha a uma novela, foi premiada como Melhor Série de Longa Duração. A diretora Maria de Médicis prestou homenagem ao diretor Dennis Carvalho, que faleceu recentemente, e celebrou a relevância do gênero novela no audiovisual latino-americano.

Nesta edição dos Prêmios Platinos, o Brasil teve sete produções indicadas em 36 categorias, competindo com cerca de 100 obras da ibero-América.