Em uma entrevista recente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou suas intenções como pré-candidato à Presidência da República, destacando a proposta de reduzir o número de ministérios de 39 para 27. Ele mencionou que a ideia ainda está em fase de estudo, e acredita que pode haver novas reduções. "Há hoje 39 ministérios, e a gente está trabalhando com algo em torno de 27 ministérios. A gente começou a botar no papel, não tem uma apresentação ainda, mas é um número que acredito que possa ser reduzido ainda para enxugar bastante a máquina pública", afirmou durante a entrevista à CNN Brasil.
Além da proposta de diminuição dos ministérios, Flávio Bolsonaro também abordou a questão do patrimônio imobiliário da União, que segundo ele, possui mais de R$ 1 trilhão em imóveis avaliados. O senador sugeriu a continuidade das vendas desses imóveis, assim como foi iniciado na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, ou a criação de um fundo para gerenciar esses bens.
O parlamentar ainda mencionou a possibilidade de venda de participações acionárias da União em empresas estatais, destacando que isso poderia gerar mais recursos para os cofres públicos. "A União participa em diversas empresas pelo Brasil que podem ser vendidas e mais caixa que pode ser feito para a União", declarou.
Flávio Bolsonaro também ressaltou que ainda não possui uma versão final de seu plano de governo, mas pretende implementar ferramentas tecnológicas voltadas para o monitoramento dos gastos públicos. Ele anunciou a intenção de adotar um sistema de compliance tecnológico, que utilizaria inteligência artificial para prevenir o desperdício de recursos públicos em diversas áreas.
O senador aproveitou a oportunidade para desmentir rumores sobre possíveis mudanças nas políticas de reajuste previdenciário e trabalhista em sua campanha. Ele afirmou que a discussão sobre o salário mínimo e os critérios para atualização de pensões não está em pauta, caracterizando tais informações como fake news.
Por fim, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula, afirmando que ele perdeu uma oportunidade significativa de estabelecer parcerias efetivas para combater o crime organizado no Brasil. Em suas declarações, fez menção ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC), sugerindo que o governo atual não tem agido de forma eficaz para enfrentar essas organizações criminosas.
