O senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência pelo PL, divulgou um vídeo em suas redes sociais nesta sexta-feira (8), onde acusa o Partido dos Trabalhadores (PT) de se opor à abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. Em sua fala, ele destacou que os parlamentares do PT não assinaram o pedido para a criação da CPI, levantando questões sobre os motivos dessa resistência.
Durante a gravação, Flávio Bolsonaro citou diversos episódios que, segundo ele, conectam o Banco Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador questionou se a recusa do PT em apoiar a CPI estaria relacionada a políticos da Bahia que, conforme ele, estão sob o controle do partido há mais de 20 anos. Além disso, mencionou que a família do ex-governador Jaques Wagner, líder do PT, teria recebido R$ 11 milhões de uma empresa ligada ao caso.
Flávio ainda fez alucinações sobre o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, que, segundo ele, teria recebido R$ 1 milhão por mês do Banco Master para exercer influência no governo, e do ex-ministro da Justiça, Lewandowski, que teria recebido R$ 5 milhões. Essas alegações foram apresentadas como parte de uma tentativa de evidenciar um possível conluio entre o PT e o banco.
O senador também levantou suspeitas sobre uma reunião entre Luiz Inácio Lula e o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, que teria ocorrido fora da agenda oficial e contado com a presença de ministros, incluindo Rui Costa, da Casa Civil. Flávio enfatizou a coincidência de que Rui Costa foi governador da Bahia, onde, segundo ele, tiveram início as irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Em suas declarações, Flávio Bolsonaro afirmou que o PT não mostrou interesse em investigar o caso e tentou obstruir as apurações, mas não obteve sucesso. Ele concluiu com a afirmação de que o partido não pode se apresentar como defensor da moralidade, uma vez que teria tentado ocultar informações relevantes.
Por outro lado, o PT, diante da pressão interna e do avanço das investigações da operação Compliance Zero, aumentou a defesa pela criação de uma CPI para investigar o Banco Master. A mudança na postura do partido ocorreu na quinta-feira (7), em resposta a críticas sobre a lentidão em se posicionar sobre o caso e a necessidade de assumir um papel ativo nas investigações.
