O governo da Austrália anunciou uma revisão de suas leis relacionadas ao porte de armas após o atentado terrorista durante uma festividade judaica em Sydney. Dois homens armados com fuzis, identificados pelas autoridades como pai e filho, abriram fogo contra uma multidão reunida na praia de Bondi, matando ao menos 15 pessoas.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, declarou que não permitirá que o ódio ou a violência ganhem terreno no país e prometeu leis de controle de armas mais rigorosas. A proposta envolve a criação de um registro nacional de armas para estabelecer um limite de armas permitidas para o cidadão australiano e uma duração dessas licenças.
O atentado em Bondi foi o tiroteio mais mortal na Austrália em quase três décadas, desde o massacre de Port Arthur em 1996. O local do atentado, o bairro Bondi, possui uma das maiores comunidades judaicas do país e uma forte presença de sinagogas, escolas, empresas e organizações comunitárias.
As vítimas fatais tinham idade entre 10 e 87 anos. O atentado também marca o primeiro ato mortal contra a comunidade judaica no país, em meio a um aumento de antissemitismo no mundo.
