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Ciro Nogueira é alvo de investigação por suposto favorecimento ao Banco MASTER

O Senador Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, acusado de favorecer o Banco MASTER Em troca de propinas. A emenda apresentada por Nogueira aumentava o limite de cobertura do FGC, beneficiando diretamente a instituição financeira de DANIEL VORCARO.
Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na quinta-feira, 7, o Senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de uma operação da Polícia Federal, que busca apurar a relação entre o parlamentar e DANIEL VORCARO, dono do Banco MASTER. A investigação, parte da Operação Compliance Zero, foca no núcleo político do esquema que envolve práticas de corrupção e favorecimento.

A emenda proposta por Nogueira em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que discutia o regime jurídico do Banco Central visava elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Esse aumento beneficiaria diretamente o Banco MASTER, que capta recursos de pessoas físicas por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), potencialmente alavancando ainda mais seus ativos.

A defesa de Ciro Nogueira emitiu uma nota repudiando qualquer insinuação de ilegalidade relacionada às suas ações no Senado. No entanto, a Polícia Federal sustenta que o senador tomou medidas concretas para favorecer VORCARO, o que poderia caracterizar corrupção. Os diálogos interceptados durante a investigação revelam que VORCARO afirmou que a emenda apresentada por Nogueira “saiu exatamente como mandei”.

De acordo com a PF, há indícios de que Nogueira recebeu pagamentos regulares de VORCARO, além de outros benefícios que incluem a aquisição de bens e o custeio de despesas pessoais. A documentação da operação menciona ainda a circulação de minutas de projetos legislativos que atendiam aos interesses do banqueiro, sugerindo uma relação bastante próxima entre eles.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que autorizou a operação, destacou a gravidade das acusações e os elementos que sustentam a investigação, como a percepção de vantagens financeiras e o recebimento de numerário em espécie. A defesa de Nogueira argumenta que as ações da PF são baseadas em comunicações que podem ser mal interpretadas e pede um exame rigoroso da legalidade das intervenções.

Além disso, a PF identificou que o senador recebeu propinas em troca de sua influência no Congresso Nacional, utilizando seu mandato para beneficiar os interesses de VORCARO. A situação de Nogueira é delicada, especialmente com a possibilidade de desdobramentos legais e a necessidade de esclarecimentos sobre sua atuação parlamentar, que pode ser questionada nas Cortes Superiores nos próximos dias.