O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao Papa Leão XIV durante uma entrevista realizada na última terça-feira (6). Trump alegou que o pontífice estaria "colocando em risco" a vida de católicos devido ao seu posicionamento em relação ao conflito com o Irã. Ele afirmou: "Acho que ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas. Mas acho que, se dependesse do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter armas nucleares".
Em resposta, o Papa Leão XIV, que é natural dos Estados Unidos, defendeu sua postura, ressaltando que a Igreja se opõe a todas as armas nucleares há anos. O pontífice destacou que sua missão é pregar a paz e o Evangelho, afirmando: "Se alguém quiser me criticar por pregar o Evangelho, que o faça com a verdade".
Nos últimos meses, o Papa tem se manifestado contra a escalada de conflitos no Oriente Médio, defendendo o diálogo entre as partes e a busca por soluções pacíficas. Para ele, o uso de medidas diplomáticas e humanitárias é mais eficaz do que investir na indústria bélica.
Trump, que já havia criticado o Papa em outras ocasiões, o chamou de "fraco" após desavenças relacionadas ao conflito entre os EUA e o Irã. O pontífice, por sua vez, procura evitar uma colisão direta com o presidente americano.
A repercussão das declarações de Trump no Vaticano foi imediata. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, expressou apoio ao Papa em suas redes sociais, considerando os ataques do ex-presidente americano como "inaceitáveis". Tajani afirmou que a visão da Itália e do Vaticano está alinhada em prol da paz.
Além disso, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, TAMBÉM defendeu Leão XIV, afirmando que não se acrescentaria nada ao que o Papa já havia declarado. O clima tenso entre as declarações de Trump e a resposta do Vaticano reflete a complexidade das relações internacionais envolvendo a paz no Oriente Médio.
