O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou a aliados do Palácio do Planalto sua intenção de definir ainda neste mês um novo nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). Essa movimentação ocorre após o Senado ter barrado a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, à Suprema Corte.
Lula embarcou nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos, onde se encontrará com o presidente Donald Trump na quinta-feira (7). O retorno ao Brasil está previsto para o fim de semana, momento em que o presidente deverá retomar as articulações políticas relacionadas à vaga no STF, segundo informações apuradas.
Antes de formalizar uma nova indicação, o presidente busca esclarecer o futuro de Jorge Messias, que teve seu nome rejeitado em uma derrota significativa para o Executivo. Lula expressou a aliados o desejo de manter Messias no governo, possivelmente assumindo o Ministério da Justiça. O petista também não descarta uma futura indicação de Messias ao STF, caso seja reeleito.
Na última segunda-feira (4), Lula e Messias se reuniram no Palácio do Planalto. Durante esse encontro, o presidente reafirmou sua confiança no advogado-geral da União e solicitou que ele permaneça em sua posição. Uma nova reunião entre os dois está agendada para a próxima semana, após a viagem internacional de Lula.
Outra estratégia de Lula envolve uma reaproximação com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. O presidente planeja um encontro para superar desavenças recentes e discutir o cenário político para uma nova indicação ao STF. A articulação contra Messias teria contado com o apoio do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e do ministro Alexandre de Moraes, o que gerou tensões nas lideranças.
Dentro do Planalto, há conselhos para que Lula considere demitir indicados políticos de Alcolumbre como forma de represália. Contudo, a expectativa de uma resposta contundente pode ser frustrada, uma vez que o presidente reconhece a importância de Alcolumbre para a aprovação de pautas essenciais antes das eleições de outubro.
