A médica veterinária presa por comercializar shampoo de cavalo destinado ao uso humano teve sua defesa protocolada para solicitar a liberdade provisória. A detenção ocorreu na manhã de segunda-feira (4), em um estabelecimento localizado no Núcleo Habitacional Universitárias, onde a equipe da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo (Decon) flagrou a prática.
No pedido apresentado ao Judiciário, a defesa argumenta que a veterinária é mãe de uma criança de dois anos e sofre de claustrofobia. O advogado Ângelo Bezerra enfatiza que a situação carcerária pode agravar significativamente o estado de saúde da cliente, causando sofrimento psíquico.
A defesa requereu a antecipação da audiência de custódia, que foi aceita pelo Judiciário. Assim, a médica veterinária passará por essa audiência na manhã de terça-feira (5), onde a Justiça decidirá se mantém a prisão ou concede a liberdade.
O advogado ressalta que a veterinária não possui antecedentes criminais, é ré primária, possui uma carreira consolidada e residência fixa, além de uma conduta ilibada. Bezerra também contesta a acusação de que a cliente manipulava os xampus, afirmando que, como digital influencer, ela apenas divulgava os produtos nas redes sociais.
De acordo com a defesa, o xampu em questão não apresenta certificação que comprove malefícios aos usuários, sendo um produto de conhecimento nacional. No entanto, a defesa reconhece que existem lacunas nas informações sobre os componentes químicos e biológicos do produto.
A situação foi originada a partir de uma denúncia recebida pelo Conselho de Medicina Veterinária (CRMV). Ao chegarem ao local, os policiais encontraram dois funcionários manipulando os xampus, um deles injetando 7 ml de um suplemento veterinário no produto. Após a manipulação, os itens eram lacrados e revendidos pela proprietária do pet shop em plataformas de vendas online, como o Marketplace.
