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Morte de homem apedrejado na Vila Marli gera polêmica entre moradores

A morte de Paulo Martins, que foi apedrejado em Campo Grande após uma suposta brincadeira, levanta discussões na Vila Marli. A prisão do suspeito, dono de uma barbearia, ocorreu no dia seguinte ao crime.
Vila Marli, onde aconteceu o crime no sábado. — Foto: Vila Marli, onde aconteceu
Vila Marli, onde aconteceu o crime no sábado. — Foto: Vila Marli, onde aconteceu

A morte de Paulo Martins, ocorrida após um ataque com pedras no último sábado (2), repercutiu na Vila Marli, em Campo Grande. O autor do crime, um homem de 26 anos que possui uma barbearia, foi detido pelo Grupo de Operações e Investigações (GOI) no dia seguinte ao incidente.

Uma moradora do local comentou sobre a vítima, revelando que ele costumava fazer brincadeiras inadequadas quando estava sob efeito de álcool. "Ele era uma boa pessoa, brincalhona, mas quando bebia, falava coisas", relatou. A vizinha, visivelmente abalada, afirmou que o assassinato não é justificável. "Não justifica machucar ou tirar a vida de alguém. Ficou uma situação triste", enfatizou.

Durante as investigações, a polícia se dirigiu à barbearia do suspeito, onde testemunhas relataram que Paulo havia passado em frente ao estabelecimento e ameaçado as pessoas presentes. Ele teria colocado a mão na cintura, insinuando estar armado e feito ameaças de morte. O suspeito, ao se levantar para proteger seus filhos, agrediu Paulo com uma pedra.

Após a agressão, Paulo conseguiu retornar para casa, mas ficou inconsciente por algum tempo. No domingo (3), ele foi encontrado morto em sua residência, apresentando ferimentos na cabeça, um dente quebrado e sangue espalhado pelo quarto. O irmão da vítima informou que ele voltou para casa na noite do sábado, alegando ter se machucado ao cair, mas se recusou a procurar atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

O ataque foi registrado por câmeras de segurança, mostrando Paulo caminhando pela rua e, em seguida, sendo atingido por pedras. Após a agressão, o suspeito e o grupo que o acompanhava retornaram para dentro de casa, enquanto ele fugia em um carro modelo Corsa Classic com a esposa e os filhos. O suspeito, que alegou ter desentendimentos anteriores com Paulo, negou a agressão durante sua detenção na zona rural de Sidrolândia, onde foi encontrado no Assentamento Bafo da Onça, na região do Capão Seco.