O laudo da Strata Engenharia confirmou a ocorrência do furto e destacou que a área ocupada sem autorização totalizava 1.664,000 m². O relatório também evidenciou a irregularidade na passagem em nível e a presença de estruturas de alvenaria a 0,000 metros do eixo ferroviário. As imagens apresentadas mostraram trechos sem trilhos e dormentes, além de vegetação nativa removida.
Durante a inspeção, foi constatado que os trilhos haviam sido cortados com o uso de maçaricos, e muitos estavam fora da faixa de domínio da linha férrea. A situação foi considerada um dano ao patrimônio público federal, levando o MPF a solicitar, em março, explicações sobre as ações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para resolver a questão.
A ANTT autuou a Rumo em 22 de abril, aplicando uma multa correspondente a 10% do valor da renda mensal do arrendamento ou do prejuízo causado, o que for maior, além de responsabilizar a empresa por perdas e danos. A Rumo alegou que não havia autorização para as obras realizadas.
Em RESPOSTA à investigação, a Corpal, responsável pelo empreendimento, declarou que não recebeu notificação oficial sobre o inquérito e reafirmou seu compromisso com a legalidade, garantindo que suas atividades estão em conformidade com a legislação vigente em todos os níveis regulatórios. A empresa possui mais 68 empreendimentos sob sua responsabilidade.

